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Inclusão é tema da Tribuna Livre por duas semanas seguidas

25 de fevereiro de 2021

Foto: Divulgação

S. S. PARAÍSO – As demandas e os direitos das pessoas portadoras de deficiências foram ressaltados em Tribuna Livre nas duas últimas sessões ordinárias da Câmara Municipal de Paraíso. O primeiro a se pronunciar foi o presidente do Instituto Inclua, Caio César Toledo. Nesta semana, foi a vez do representante do grupo Amigos da Inclusão, Anderson de Paula Faria. Ambos solicitaram realização de audiência pública, pedido acatado pelo presidente Lisandro Monteiro, em data a ser definida.

Na segunda-feira, 22 de fevereiro, Anderson de Paula Faria defendeu a importância do funcionamento eficaz da rede de cuidados às pessoas com deficiência no SUS e também do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência – como espaço de fala, organização e representação desse público.

Queremos ser ouvidos, pedimos que não se resolva nada sobre nós sem nós. Muitas vezes são criados programas, projetos de lei e outras ações sem ouvir as famílias e, principalmente, as pessoas com deficiência. Pedimos que escutem de fato as pessoas que são usuárias do SUS e de todos os programas do município”, pontuou.

Ele também apontou que faltam oportunidades no mercado de trabalho para pessoas com deficiência, pedindo um olhar atento para essa questão. “É uma causa que precisa ser abraçada por todos [Legislativo, Executivo e sociedade]”. Por fim, Anderson ainda pediu a realização de uma audiência pública ampla para pensar essa rede de cuidados no Sistema de Saúde único e em outros espaços públicos e privados.


Projeto de lei

Na segunda-feira, 15 de fevereiro, deu entrada na Casa novo projeto de lei que obriga a aplicação do questionário M-CHAT (Modified Checklist for Autism in Toddlers) nas unidades de saúde e Centros Municipais de Educação Infantil – CMEI’s de São Sebastião do Paraíso, com o objetivo de prever o rastreamento de sinais precoces do autismo. A proposta é do vereador Vinicio Scarano.

Segundo a proposta, o questionário deverá ser aplicado a crianças entre 16 e 30 meses. Na justificativa do projeto, o vereador informa que entre os instrumentos de rastreamento/triagem de indicadores dos Transtorno do Espectro Autista adaptados e validados no Brasil, apenas o M-CHAT é de uso livre.

Trata-se de um questionário com 23 perguntas, que pode ser aplicado por qualquer profissional de saúde ou autopreenchido pelos pais, e inclui questões relacionadas aos interesses da criança no engajamento social, habilidade de manter contato visual, imitação, brincadeira repetitiva e de “faz de conta” e uso do contato visual e de gestos para direcionar a atenção ou pedir ajuda.