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Hortaliças em centros urbanos

1 de outubro de 2020

A agricultura indoor permite que centros urbanos se tornem mais resilientes e sustentáveis. Diante da distância entre polos de produção e locais de consumo, surge como uma das alternativas para se cultivar hortaliças em ambiente totalmente controlado e fechado. A iniciativa que se soma a outras formas de agricultura – como a tradicional e a orgânica – já está presente em muitos países e também começou a ganhar força nos últimos anos no Brasil.

O que você também vai ler neste artigo:

  • Pesquisas
  • Experimentos
  • Fazenda vertical
  • Indoor

Pesquisas

Desde abril deste ano, pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Hortaliças em parceria com a empresa 100% Livre, do ramo de comércio varejista de hortifrútis, se dedicam para a criação de sistemas que permitem a reprodução das condições climáticas ideais para o cultivo de cada uma das espécies plantadas. A previsão é que a primeira unidade produtiva esteja funcionando em novembro deste ano no centro da capital paulista.

Experimentos

Por enquanto, os experimentos estão sendo realizados em uma estrutura de 90 metros quadrados no Laboratório de Agricultura em Ambiente Controlado da Embrapa Hortaliças, com uso de dois containers acoplados e modificados, com paredes feitas com placas que mantêm o isolamento térmico e totalmente equipada com sensores para monitoramento das condições ambientais, com financiamento da empresa parceira.

Fazenda vertical

Além da produtividade do cultivo em andares, conhecido como fazenda vertical urbana, formato indicado para folhosas e condimentares, a pesquisa também vai considerar a produtividade em um único nível ou camada, no que se entende como plant factory (fábrica de plantas), modelo mais adequado para cultivo de hortaliças de fruto.

Indoor

Conhecido mundialmente, o modelo de agricultura indoor envolve o plantio de espécies vegetais em um local fechado com cultivos sem solo ou substratos, iluminação artificial com painéis de LED e controle de diversas variáveis. “Estamos avaliando os aspectos no interior da estrutura que podem influenciar no crescimento e na produção dos vegetais. Avaliando a parte de iluminação, tanto tipos de lâmpadas, quanto diferentes cores, se azul ou vermelho, temperatura do ambiente mais adequada e composição de soluções nutritivas”, disse o coordenador do projeto, Ítalo Guedes, pesquisador da área de nutrição de plantas e cultivo protegido e sem solo da Embrapa.