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Historiadores lançam livro sobre Piumhi

26 de janeiro de 2021

Luís Augusto Júnio Melo e Romulo Agresta escreveram o livro ‘Piumhi - História do século XX’ com apoio da Lei Aldir Blanc. / Foto: Divulgação

Dois piumhienses se uniram para escrever o livro ‘Piumhi – História do século XX’, obra em que analisam os acontecimentos dos últimos cem anos no propósito de construir a história de Piumhi na modernidade do século XX, revelando o cidadão piumhiense empenhado em trazer a prosperidadade, o avanço econômico, a civilidade, a educação, o conforto para a localidade denominada – Cidade Carinho. Foram impressos 2.100 exemplares, dos quais 1.620 serão distribuídos pelo departamento de Cultura da prefeitura de Piumhi, sendo 1.200 para a população e 420 entre as escolas e instituições. Os recursos para a publicação são oriundos da Lei Aldir Blanc.

De acordo com Luís Augusto Júnio Melo, um dos autores, esta é a continuação da obra que já foi publicada com o título ‘A história de Piumhi nos séculos XVIII e XIX’. O atual refere-se à história do século XX. A obra ‘Piumhi – História do século XX’ é dividida em três partes. A primeira parte traz dados sobre a Primeira Metade do Século XX em sete capítulos. A segunda parte, fala sobre a Segunda Metade do Século XX, com dez capítulos e a terceira parte tem o Complemento – História de Piumhi em fotos. Ao todo são 384 páginas.

A história inicia com a emancipação da vila à condição de cidade no século XIX. A sociedade se estruturava na modernidade do século XX, buscando pelo conforto da água encanada do Ribeirão da Magrinhas, em 1902, desfrutando da luz elétrica fornecida pela Usina instalada na fazenda de Argemiro Marques em 1919, melhorando o lazer público com a instalação do Parque Municipal Olegário Maciel em frente à Igreja da Matriz nos anos de 1930, enquanto na zona rural, os fazendeiros dedicavam-se a criação de gado de corte e leiteiro, conferindo à fazenda o papel de unidade produtiva e centro econômico da sociedade que se organizava.

Se a propriedade rural tinha importância econômica, isso conferia aos fazendeiros o papel de atores sociais de destaque, mandatários que influenciavam na política, indicavam os mais próximos aos cargos públicos, tinham bom relacionamento com as esferas superiores do governo. No relacionamento cordial que mantinham com as pessoas, distinguiam os amigos e negavam os de outra roda, fazendo surgir na pequena Piumhi grupos distintos que não se compatibilizavam, causando os desafetos que dividiam a cidade em partes distintas, e na política daria origem aos partidos da UDN e PSD”, alerta o autor.

A rivalidade política contava com o padre Abel do PSD, o Juiz de Direto Alfredo Guimarães da UDN, padarias, armazéns, praças, médicos, tudo se ligava a um determinado lado partidário, chegando-se ao extremo da crença popular de que remédio comprado na farmácia da UDN não curava eleitor do PSD.

A fase do abacaxi dos anos 1960, em seguida o início da plantação no cerrado nos anos de 1970 com processos que agregavam tecnologia e produtividade, proporcionando a produção de um item de valor: o café. A inauguração da Rodovia MG 07 que permitiu o escoamento do produto até o mercado consumidor, fatores que concorreram para valorizar a zona rural de Piumhi, criando perspectiva econômica para a cidade e fazendo surgir a figura do fazendeiro rico. Todos esses aspectos descritos fazem parte da narrativa sobre a cidade de Piumhi no século XX, as suas características, como nos desenvolvemos, o que fizemos, como agimos para fundamentar a identidade do piumhiense”, convida à leitura.