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Grupos participam de reunião da ANA sobre baixa do nível do Lago de Furnas nesta quinta-feira

2 de julho de 2020

Foto: Site EBC

PASSOS – Os grupos Pró-Furnas e Todos Por Furnas participam de reunião promovida pela Agência Nacional de Águas (ANA), nesta quinta-feira, 2, às 15h. Este segundo encontro, que será realizado por videoconferência, foi proposto pela agência e vai tratar das condições de operação da hidrelétrica em situação de escassez. O lago voltou a baixar os níveis nos últimos dias.

De acordo com o moderador de grupos, César de Paula Maia, a reunião deve contar com a participação de diversas entidades envolvidas. Pelo documento assinado pela diretora-presidente da ANA, Christianne Dias Ferreira, na oportunidade, deverão ser apresentadas as conclusões do estudo elaborado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) sobre os impactos da operação do reservatório em diferentes cotas.

Os grupos buscam a cota 762 para o Lago de Furnas, que equivale a 50% do lago. A Operação de Furnas na terça-feira, 30, estava em 773.18 e lembrando que no mês passado chegou a 763.67, abaixando 49 centímetros. E está tendo uma vazão muito além do normal para esta época do ano. O ideal seria de até 300 e está na ordem de 1.100, quase a vazão máxima para a produção de energia sem abrir o vertedouro”, disse Maia.

O senador Rodrigo Pacheco, que encabeçou os trabalhos a respeito do assunto, realizando Audiência Pública no Senado, vai enviar dois representantes para a reunião de hoje e durante os próximos dias terá reuniões em Brasília para cobrar definições.

Cota

Em 31 de março de 2020, menos de um mês após audiência pública promovida pelo líder do Democratas no Senado, Rodrigo Pacheco, para debater o baixo nível da água da Represa de Furnas, no Sul e Sudoeste de Minas Gerais, o reservatório atingiu o nível mínimo exigido pelos moradores da região.

Conforme o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a represa, maior extensão de água do estado, estava naquela segunda-feira com índice de 762 metros, 12 metros acima da cota estabelecida pela Agência Nacional das Águas (Ana), que é de 750 metros.

Para exigir dos representantes do setor elétrico a cota mínima de 762 metros defendida pelas lideranças, empresários e moradores do entorno de Furnas, o senador Rodrigo Pacheco realizou uma audiência pública. No fim do encontro, sugeriu até uma perícia técnica, sob a coordenação da Polícia Federal (PF).

O fato é que, depois de toda a nossa luta, o nível da água do lago vem subindo consideravelmente, indicativo de que a ação humana pode resolver esse problema. Graças ao entendimento do setor elétrico e das lideranças da região, todos eles presentes na audiência pública que promovemos, no Senado, temos, hoje, um nível de água na cota 762. É um índice defendido pela população, pelos produtores locais e pelas lideranças políticas da região”, frisou Pacheco à época.