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Grupo de sócios diz que Flamengo está no amadorismo

Leonardo Pedro

24 de junho de 2022

Luiz Rodolfo Landim, presidente do Clube de Regatas Flamengo./ Foto: Divulgação.

RIO DE JANEIRO – Nesta sexta-feira, 24, um grupo de sócios do Flamengo produziu uma carta direcionada ao Conselho Diretor do clube, motivada pelo péssimo momento enfrentado dentro e fora de campo. O grupo conta com ex-presidentes, ex-vice-presidentes e ex-candidatos à presidência do Flamengo.

O texto começa com uma breve retrospectiva dos últimos anos do Rubro-negro, que passou por processo de reconstrução, problemas com dívidas, influência da torcida, e que teve seu ápice em 2019, ano da conquista da segunda Libertadores e oitavo Campeonato Brasileiro, no comando de Jorge Jesus.

O Flamengo se consolidou como um modelo, o Clube Cidadão. Em 2019, a competência do Flamengo cidadão foi recompensada com a chegada de Jorge Jesus, que materializou uma temporada de sonhos.”

Mais a frente, o grupo criticou o problema do clube de encontrar um substituto para Jorge Jesus. Desde sua saída, diversos técnicos passaram pela Gávea, mas nenhum chegou próximo ao desempenho do português.

“A falta de critérios é evidente na contratação e demissão de sete técnicos que geraram gastos de quase R$ 30 milhões apenas em rescisões, assim como na renovação de atletas com baixos níveis de rendimento e idades avançadas. Resultado de um processo de tomada de decisão que a cada dia se mostra disfuncional. Não é por acaso o arquivamento das propostas de profissionalização do Clube. O Flamengo está viciado em amadorismo.”

O trecho sobre atletas de idades avançadas é referente à renovação de contrato de Diego Alves e Diego Ribas, ambos com 37 anos, e Filipe Luís, com 36. Apontados como líderes no vestiário Rubro-negro, os experientes jogadores não atuam no mesmo nível de 3 anos atrás, a presenças deles no elenco gera atrito entre a direção e torcida, que exige a saída dos ‘medalhões’ e a chegada de jovens.

O atual presidente do Clube de Regatas, Luiz Rodolfo Landim, não ficou de fora das críticas. Desde o início da má fase do Flamengo, Landim não apareceu na mídia para abordar os problemas enfrentados pelo clube carioca.

“Os atuais presidentes do Conselho Diretor e do Conselho de Administração se ausentam em momentos difíceis. O presidente do Conselho Diretor não fala à torcida quando a corda aperta. Age como se estivesse mais preocupado em gerir a própria imagem do que a do Clube. E, nisso, descumpre a promessa de campanha de cobrança constante. Já o presidente do Conselho de Administração, figura pública nas horas de vitória, some nas horas de crise, como se esperasse no banco de reservas”.