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Grammy 2021 consagra Beyoncé

16 de março de 2021

A cantora Beyoncé com um dos seus Grammys da edição 2021. / Foto: Divulgação

Antes mesmo da hora de início marcada no Brasil, às 21h, o Grammy 2021, realizado na noite de domingo, 15, pela primeira vez sem plateia (ou com algumas dezenas de artistas chamados para receberem os prêmios), começou a distribuir suas estatuetas. Beyoncé, que liderava com nove indicações, ganhou logo no início, junto à filha Blue Ivy, de nove anos, a categoria Melhor Videoclipe pela música Brown Skin Girl.

Já na cerimônia conduzida de forma bastante sóbria por Trevor Noah, comediante, locutor e ator sul-africano, líder no programa The Daily Show, quem levou o prêmio de Artista Revelação foi Megan Thee Stallion. Os vencedores surgiam de máscaras, retiravam e faziam seus discursos. A estratégia do Black Pumas em relançar seu álbum de 2019 em versão deluxe deu certo e garantiu o gramofone na categoria Gravação do Ano pela música Colors.

As mulheres dominaram também a categoria Melhor Álbum Country pela primeira vez na história, e quem venceu foi Miranda Lambert, com Bluebird. Segundos depois, Taylor Swift encheu a tela com seus olhos azuis para cantar Cardigan, do indicado álbum Folklore. Cada número programado pelo Grammy se tornava um videoclipe, uma marca dessa edição. O protagonismo do artista no palco perdeu a importância, o que valia era a estética de estúdio (algo em que os norte-americanos são especialistas).

A Melhor Performance Solo Pop, uma categoria secundária, tinha mais pesos pesados. E quem levou foi o jovem de 26 anos Harry Styles, com Watermelon Sugar, a primeira música que ele fez em sua curta carreira. Colado na apresentação, veio a lembrança dos mortos, com Trevor dizendo que foram quase mil artistas levados pela Covid-19 entre 2020 e 2021.

A categoria Música do Ano, que não é o topo de ouro da sessão Gravação do Ano, premia os autores, embora seus nomes não sejam muito visíveis. E o vencedor foi I Can’t Breath, de H.E.R, vencendo mais uma de Beyoncé e seu onipresente Black Parade. A categoria Melhor Música de Rap fez despontar um nome maior na noite. Depois da apresentação explosiva com Cardi B, Megan Thee Stallion venceu com a música Savage, que tem a participação de Beyoncé.

E Beyoncé, que subiu de cabelos esvoaçantes a seu lado para receber a estatueta, chegou aos 27 Grammys, o que já era uma conquista inédita de uma mulher na premiação mas não seria só. Dua Lipa, tímida até então, discursou bonito para receber o prêmio de Melhor Disco de Pop Vocal por seu Future Nostalgia.

Beyoncé fez história ao vencer a sessão Melhor Canção R&B com a Black Parade e se tornar a artista mulher com mais vitórias na história do Grammy, com 28 premiações. A grande categoria Álbum do Ano, perto do final da apresentação, acabou por consagrar outra mulher, Taylor Swift, com seu Folklore. Foi a terceira vitória de Taylor nessa categoria.

Ringo Starr apareceu para apresentar o prêmio mais importante, o de Gravação do Ano. “Eu queria dizer uma coisa”, discursou: “Se vocÊ está fazendo músicas nesse mundo, você já venceu, muito obrigado.” E, então, fez o anúncio: “E o Grammy vai para: Billie Eilish, Everything I Wanted”. Billie dedicou o prêmio a Megan Thee Stallion e pediu aplausos à amiga. “Penso em você todos os dias.