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Governo de Minas anuncia plano de combate a incêndios

14 de julho de 2021

O PLANO DE COMBATE A INCÊNDIOS FOI LANÇADO NO PARQUE ESTADUAL SERRA DO ROLA-MOÇA. / Foto: Divulgação

BELO HORIZONTE – O Governo de Minas anunciou, nesta terça-feira, 13, o Plano de Resposta para atendimento a incêndios florestais em 2021. O lançamento ocorreu no Parque Estadual Serra do Rola-Moça, em Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

Segundo informações do governo, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e o Instituto Estadual de Florestas (IEF) vão investir cerca de R$40 milhões nas ações de prevenção e combate aos incêndios em 2021. O recurso será somado ao investimento dos demais órgãos parceiros da Força-Tarefa Previncêndio, grupo composto por órgãos estaduais e federais para atendimento a ocorrências de incêndio. O diretor-geral do IEF, Antônio Malard, afirma que entre as medidas adotadas está a implantação de dez novas Unidades Operacionais (UOp) em unidades de conservação em bases do Previncêndio distribuídas por Minas Gerais.

As bases são pontos estratégicos que permitem o atendimento rápido às ocorrências registradas nas unidades de conservação sob a gestão do IEF, nas ações conjuntas com os demais órgãos do Previncêndio”, ressaltou Malard.

Somada à estrutura já existente, está a aquisição de equipamentos e contratação de brigadistas. As brigadas contratadas neste ano, compostas por 115 profissionais, já iniciaram os trabalhos de combate e prevenção aos incêndios nas unidades de conservação e entorno. Outros 252 combatentes estão sendo contratados, com previsão de início das atividades em agosto, com o objetivo de garantir reforço às equipes que vão atuar no período crítico.

Nas ações de prevenção e combate, o IEF conta ainda com cerca de 260 servidores lotados nas unidades de conservação estaduais e, também, com o apoio do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, polícias Militar e Civil, brigadas voluntárias, Instituto Chico Mendes de Conservação à Biodiversidade (ICMBio) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que, junto à Semad, integram a Força-Tarefa Previncêndio de Minas Gerais.

Para o apoio no combate aos incêndios em solo, o IEF também reforçou a frota das unidades de conservação com veículos novos, por meio da aquisição de 111 caminhonetes 4 x 4, que se somam à estrutura já existente. Já para o combate aéreo foi feita a contratação de oito aviões Air Tractor, em parceria com o Corpo de Bombeiros, além da manutenção do convênio entre o IEF e a PMMG, que prevê o compartilhamento de aeronaves, com o uso de oito helicópteros e quatro aviões para atividades de monitoramento e transporte de pessoal.

De acordo com o comandante-geral do CBMMG, coronel Edgard Estevo, a corporação elaborou um Plano de Enfrentamento ao Período de Estiagem, com vigência entre abril e setembro de 2021, com ações voltadas para os governos locais, o setor privado e a população.

Como forma preventiva de controle dos incêndios, o Corpo de Bombeiros mapeou os locais de maior incidência de incêndios e maior potencial de avanço dos focos e estabeleceu planos de combate para cada região específica, incluindo parques, unidades de conservação e de preservação” explicou o coronel.

Com base em estudos sobre as características territoriais do estado e no levantamento pluviométrico recente, o Corpo de Bombeiros identificou os principais elementos desfavoráveis que irão compor o período de estiagem neste ano, traçando também planejamentos diferenciados para cada região do estado.

A antecipação do pico de ocorrências de vistorias em lotes vagos, do mês de junho (quando já existe grande incidência de incêndios) para o mês de março, aumentou efetivamente o potencial de vistorias já realizadas pelas unidades operacionais, diminuindo, por sua vez, a quantidade de possíveis focos no período mais crítico.

Entre janeiro e 12 de julho de 2021, Minas registrou 165 ocorrências de incêndios florestais em unidades de conservação estaduais. Deste total, 96 ocorreram no interior das unidades de conservação e 69 no entorno da unidade, e resultaram em 2.605,94 hectares de área queimada (1.167,55 dentro e 1.438,39 no entorno). Os dados de área queimada em 2021 são parciais e podem sofrer alteração.