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Governo de Minas anuncia fim do parcelamento nos salários

17 de julho de 2021

Zema anuncia fim do parcelamento do salário dos servidores públicos do estado. / Foto: Divulgação

BELO HORIZONTE – O governo de Minas anunciou, nesta sexta-feira, que o pagamento dos servidores públicos estaduais não será mais parcelado e que vendeu, por R$2,48 bilhões, a folha de pagamento do Estado. De acordo com informações do governo, depois de cinco anos e meio de parcelamento nos salários, os vencimentos serão depositados integralmente no 5º dia útil do mês. O pagamento integral será feito a partir do salário depositado em agosto, referente à folha de julho.

A partir do pagamento de agosto os servidores voltarão a poder contar com o salário no início do mês para honrar seus compromissos, o que não ocorria desde janeiro de 2016. O parcelamento de salários era uma situação que me incomodava muito e estou muito feliz de conseguir cumprir uma das principais metas do meu governo. Felizmente, graças ao empenho do nosso governo em resolver a situação, ao aumento das receitas do Estado e também à venda da folha, que aconteceu hoje, teremos condições de voltar à normalidade, no que diz respeito ao pagamento dos salários”, resumiu Zema.

De acordo com o secretário de Estado da Fazenda, Gustavo Barbosa, o fim do parcelamento atinge todos os servidores do Executivo (ativos, inativos e pensionistas). Segundo ele, apesar da crise econômico-fiscal enfrentada por Minas Gerais, o planejamento financeiro foi primordial para a mudança do cenário.

Primeiro, conseguimos garantir a previsibilidade ao diminuir o número de parcelas de três para duas, sempre pagando na data divulgada, sem atraso. Agora, com os recursos obtidos com a venda da folha de pagamento do Estado, teremos plenas condições de garantir que os servidores recebam os seus salários integralmente”, informou Barbosa.


Venda da folha

A venda da folha de pagamento do Estado foi concretizada nesta sexta-feira, por meio de um pregão, modalidade de licitação que tem como característica a agilidade e a economia para a administração pública. A oferta vencedora foi a do banco Itaú, que ofereceu R$2,42 bilhões, 18% a mais do lance mínimo de R$2,052 bilhões exigido pelo Estado para concretizar o negócio. O valor também é 30% maior do que o último leilão da folha dos servidores, quando o Estado arrecadou R$1,85 bilhão.

Diferentemente da venda ocorrida em 2016, quando foram pagos R$1,39 bilhão à vista e R$460 milhões em 60 parcelas, desta vez o valor será depositado integralmente na conta do Tesouro Estadual. O tempo de vigência do contrato continua a ser de cinco anos.