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Governo anuncia R$392 milhões em crédito para setor cafeeiro

8 de junho de 2020

Foto: Divulgação

BELO HORIZONTE – O governador Romeu Zema anunciou na tarde desta sexta-feira, 5, por meio de videoconferência, que o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) vai disponibilizar o maior crédito da história voltado ao setor cafeeiro, por meio do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). Serão R$ 392 milhões na safra 2020/2021, um aumento de 55% em relação à safra anterior. Trata-se do terceiro maior orçamento do fundo no Brasil, atrás apenas de bancos com atuação nacional.

Segundo o governador, os recursos contribuirão de para que os cafeicultores tenham condições de levar adiante os seus sonhos.

Ter acesso ao crédito faz com que eles não tenham que vender de forma prematura e a qualquer preço a produção. É muito bom saber que Minas conta com instituições que têm colaborado tanto com a atividade, como Epamig, Emater e IMA, fundamentais para a evolução de toda a cadeia produtiva”, ressaltou.

Alcance

Para o diretor-presidente do BDMG, Sérgio Gusmão, ocupar a terceira colocação em termos de alocação de recursos demonstra que a trajetória foi de muito trabalho.

No ano passado conseguimos ter um ganho no desembolso superando em 20% em relação ao ano anterior. Isso significa que, até o momento, liberamos R$303 milhões para a safra 2019/2020”, relatou.

Gusmão também chamou atenção para o alcance do crédito.

Nós estamos falando de 85 mil cooperados, 14 cooperativas e 19 comercializadoras, além da parte de investimento e armazenagem”, disse.

Antecipação

A secretária de Estado Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ana Maria Valentini, falou da força do setor em Minas Gerais. A economia cafeeira mineira é a principal do país e uma das maiores do mundo. O estado responde por pouco mais da metade da produção nacional.

Ao todo, Minas reúne 140 mil produtores de café. Deste total, 124 mil são pequenos cafeicultores”, destacou.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões, comemorou a antecipação dos recursos, que antes eram disponibilizados em agosto. “Este ano inaugurou-se uma nova era com a liberação do Funcafé em junho. É bom testemunhar a eficiência do BDMG: sempre fazendo a aplicação correta e total dos recursos”, elogiou.

Também participaram da videoconferência o presidente da Emater, Gustavo Laterza; a presidente da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Nilda de Fátima Ferreira Soares; o presidente do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Ocemg), Ronaldo Scucato e o 1º vice-presidente da Assembleia Legislativa de Minas, deputado Antônio Carlos Arantes.

Linhas

Por meio do Funcafé, o BDMG disponibiliza três linhas de crédito. A primeira, Funcafé Comercialização, é voltada para cooperativas de produção, com prazo de 12 meses de pagamento. A segunda linha é a Financiamento à Aquisição de Café (FAC), também com prazo de 12 meses, destinada aos comercializadores e exportadoras, indústrias torrefadoras e de café solúvel, além de cooperativas. Já a terceira linha é focada no financiamento de capital de giro para cooperativas de produção e para a indústria de café solúvel e de torrefação, com prazo de 24 meses para pagamento.

Produção

Segundo análises recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa para este ano, em Minas, é de produção variando entre 30,7 milhões e 32,1 milhões de sacas de café, 25% a 30% superior em relação à temporada anterior. Esta alta se deve à bienalidade positiva da cultura e ao aumento na área de cultivo – de 983 mil hectares para mais de 1 milhão de hectares neste ano.