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Galo faz a primeira partida do ano nesta segunda

11 de janeiro de 2021

Foto: Divulgação

BELO HORIZONTE – Pontos positivos e negativos. É desta forma que o volante Allan enxerga o longo período sem jogos do Atlético-MG pelo Brasileirão. O último compromisso alvinegro foi na vitória por 2 a 0 sobre o Coritiba, no dia 26 de dezembro, e o Galo só voltará a campo na segunda-feira, às 20h (de Brasília), para enfrentar o Bragantino, no interior de São Paulo.

Para o volante atleticano, o período de inatividade é ainda maior, pois foi expulso na partida anterior ao Coritiba, contra o São Paulo. Com isso, ele irá completar 25 dias sem atuar, até o jogo contra o Bragantino. Allan relatou que esse longo tempo acaba prejudicando no que diz respeito ao ritmo de jogo.

– Uma coisa é treinar e outra coisa é o ritmo de jogo. Por um lado é bom (a pausa), por outro é ruim. Porque querendo ou não, você acaba perdendo o ritmo de jogo. Por mais que a gente esteja na reta final do campeonato, já tem muitos jogos para trás, mas é ruim ficar sem jogar.

Por outro lado, Allan afirma que esses 15 dias sem partidas também foram cruciais para corrigir as imperfeições que o time vinha cometendo durante os jogos anteriores e buscar o maior número de vitórias até o fim do campeonato.

– O lado bom é que a gente pode treinar, pode consertar nossos erros que a gente vem pecando nos jogos anteriores. Mas sem desculpa, é treinar e focar no próximo jogo. Agora é sempre assim: é o próximo jogo, pensar em vitória e ganhar.

Na última rodada, o Atlético não entrou em campo em função de o Santos estar disputando a semifinal da Libertadores. O duelo no Mineirão, válido pela 27ª rodada, foi adiado para 27 deste mês. Sem entrar em campo, o Galo perdeu a vice-liderança para o Internacional, mas não viu o São Paulo abrir vantagem na ponta. O time mineiro tem 49 pontos, um a menos que o Colorado e sete a menos que o Tricolor.


Auditoria investigativa

Na última sexta-feira, 8, o presidente do Atlético-MG foi a até a região da Savassi, em Belo Horizonte, para conduzir uma reunião com a Ernst & Young (E&Y), para traçar novos planos ao processo de administração e gestão do clube. Entre outros pontos, o Galo também está em busca da atuação de empresa especializada em “auditoria investigativa”.

Além de Sérgio Coelho, o Galo foi representado pelo vice José Murilo Procópio, por Pedro Tavares, ex-diretor de planejamento do clube na gestão de Daniel Nepomuceno e que está retornando ao Atlético numa espécie de “chefe de gabinete” presidencial, e pelo presidencial do Conselho Deliberativo, Castellar Guimarães Filho. O presidente do conselho fiscal, Sérgio Leonardo, esteve presente de forma remota.

Durante o encontro, foi proposta uma nova ação para a E&Y. O Atlético de Sérgio Coelho tem a intenção de implementar a atuação de auditoria investigativa. O trabalho não é elaborado pela consultoria, mas já foi realizado no clube pela Kroll, que elaborou um relatório final de 265 páginas, compreendendo 2009 a 2017 e apontando “irregularidades nas negociações e pagamentos de salários, luvas, comissões de intermediários, conflitos de interesse, irregularidades em patrocínio, utilização do clube par benefício pessoal e irregularidades na negociação para utilizar o Independência como casa”.