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Flipoços debate produção literária

23 de julho de 2021

Festival Literário Internacional de Poços de Caldas prossegue até domingo também em formato virtual. / Foto: Divulgação

A 16ª edição do Flipoços – Festival Literário Internacional de Poços de Caldas prossegue até o próximo domingo também em formato virtual. Com programação diversificada, o evento sofreu alterações, aprendendo com os erros e acertos de sua incursão anterior no formato on-line.

Com uma nova plataforma, muito simples para o público, sem necessidade de cadastro – é escolher o quê assistir e clicar –, o evento reúne uma série de mesas temáticas. Dia a dia haverá duas salas virtuais: “Autores e lançamentos” e “Sesc Flipocinhos”, essa voltada para o público infantojuvenil.

Na programação iniciada na quarta-feira, foi realizado um encontro dedicado ao centenário de Paulo Freire, com participação de Luis Antônio Simas e Sérgio Guimarães; outro que abordou os folhetins na obra de Nelson Rodrigues, com Sônia Rodrigues, filha do escritor e jornalista, e o jornalista Paulo Werneck; e um baseado no livro “Diário da catástrofe brasileira – Ano 1 – O inimaginável foi eleito”, em que seu autor, Ricardo Lísias, debateu ontem a literatura brasileira durante o governo Bolsonaro. Esse encontro teve a participação do escritor e dramaturgo Fernando Bonassi.

Toda a programação é ao vivo e os vídeos ficarão disponíveis na plataforma até 10 de setembro.

A gente sabe que está todo mundo cansado de atividades virtuais. Então, procuramos alternativas que sejam melhores para o público. Não temos expectativa de que vá ser uma coisa gigantesca (de acessos do público). Acho que teremos uma grande visualização ao longo do tempo, já que até setembro as pessoas poderão assistir às atividades”, comenta a organizadora da Flipoços, Gisele Corrêa Ferreira.


Livraria

Com a expertise adquirida com a edição de novembro de 2020, a Flipoços não fez uma nova versão da feira de livro. “A da Flipoços é muito robusta e entendemos que não há como replicá-la para o formato virtual”. Diante disso, foi criada, em parceria com a Martins Fontes, a livraria do próprio festival.

Ela só entrará no ar quando começar o festival e cada atividade, em parceria com a editora participante, vai apresentar seus livros. Eles virão em formato de carrossel e o público poderá comprar na hora em que o escritor estiver no ar, dando uma sensação parecida com a de uma feira presencial”, acrescenta Gisele.

Outra novidade que nasceu com esta edição do festival é a chamada Residência Literária Virtual, que terá início em 26/07. Dois escritores portugueses, Teolinda Gersão e Joel Neto, vão participar do que vem sendo chamado de “reality literário”. Serão cinco encontros em formato webinar em que a dupla, diretamente de Portugal, vai fazer um intercâmbio com historiadores, pesquisadores e escritores de Poços de Caldas.

A ideia é que os dois, mesmo que remotamente, conheçam a história da cidade-sede do evento. Durante os 20 dias que durarem a residência, o “caminho” percorrido pelos escritores será apresentado na página da Flipoços. Ao final do projeto, haverá o lançamento de um e-book gratuito e um minidocumentário com os bastidores do encontro.

16º Flipoços – Festival Literário Internacional de Poços de Caldas. Até domingo (25/07), no site www.flipocos.com.