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Flamengo se recupera, mas volta a oscilar com poucas peças de reposição

3 de julho de 2021

Foto: Divulgação

RIO DE JANEIRO – Depois de perder para o Juventude na última rodada no campo alagado do Alfredo Jaconi, o fundamental para o Flamengo era vencer o Cuiabá, na Arena Pantanal, e se recuperar. Missão cumprida. Há o que comemorar no 2 a 0, mas também muito a melhorar, principalmente a oscilação do time de um tempo para outro.

A pressão na marcação da saída de bola do Cuiabá rendeu frutos já no início da partida. Vitinho roubou a bola e tocou para Bruno Henrique, que deu de primeira para Gomes. O volante mostrou tranquilidade dentro da área e deixou na boa para Pedro marcar o gol.

Gomes, inclusive, foi um dos destaques do time na primeira etapa, com bons passes e produtividade na armação das jogadas. Sua saída no início do segundo tempo, justificada por Ceni por desgaste, contribuiu para o Flamengo passar a ter mais dificuldades de controlar o meio de campo.

Apesar de não ter criado muitas chances claras, o Cuiabá melhorou com as mudanças feitas, aumentou sua posse de bola e incomodou mais. O Flamengo diminuiu o ritmo, Michael foi um dos que teve queda de produção, e as alterações de Ceni não foram capazes de renovar o gás do time. Na hora de fazer as alterações é que o cobertor curto de Ceni deixa mais evidente o prejuízo de não poder contar com os quatro titulares que estão na Copa América. Quem antes era arma para o segundo tempo, virou titular.

Hugo Moura e Max não entraram bem. Já Thiago Maia e Muniz foram os responsáveis por dar a tranquilidade no fim.

A intensidade cai. Não sei se é bom ou ruim terminar o jogo com seis garotos da base, que são jovens, verdes e não têm tanta experiência. A bola bate e volta, o time cansa mais” disse Ceni.

O Flamengo teve como ponto positivo na partida a boa participação da linha defensiva, em que todos os jogadores atuaram bem. Nos últimos nove jogos, o time não foi vazado em seis.