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Flamengo conta com novo patrocínio

8 de junho de 2020

O evento deve acontecer de 15 a 21 de maio nas categorias masculino e feminino com idades de 8 anos até acima de 46. / Foto: Divulgação (Site EBC)

RIO – Dono do elenco mais caro do Brasil, o Flamengo conta com uma carta na manga para sair um pouco do aperto durante a paralisação do futebol, causada pela pandemia do novo coronavírus. O clube carioca está para fechar uma série de novos acordos de patrocínios e o principal deles será capaz de ajudar bastante nas contas. Um acordo com a Amazon deve render cerca de R$ 40 milhões por 18 meses de contrato.

A empresa da área de tecnologia vai pela primeira vez ter uma parceria com um time de futebol brasileiro, um indicativo de que passará a agir mais no mercado local. O acordo de patrocínio master terá início em julho e vai durar até o final de 2021, quando também terminará o mandato do atual presidente, Rodolfo Landim. A diretoria também articula outros patrocinadores para as mangas da camisa e atividades do esporte olímpico.

Mesmo ainda sem ter confirmado de forma oficial o acordo, o Flamengo sente o impacto das conversas com a Amazon já nos efeitos do comportamento da torcida. Em camelôs do Rio de Janeiro, a camisa em versão pirata do clube já é vendida com a nova marca. A diretoria espera firmar uma parceria forte com a empresa e conseguir, além do patrocínio, explorar outras frentes de negócio.

A mobilização em busca do novo parceiro vem em um momento em que o Flamengo encerrou o contrato de patrocínio com o banco BS2. A empresa pagava R$ 15 milhões anuais, porém rompeu o contrato nas últimas semanas sob a justificativa de rever investimento para outras áreas. A própria pandemia do novo coronavírus pesou para tal decisão, assim como prejudicou demais o próprio clube.

Quando o futebol brasileiro foi paralisado, em março, o Flamengo inicialmente indicou que não faria reduções salariais, mas a longa interrupção fez o clube mudar de ideia. No começo de maio, o time profissional aceitou a proposta de diminuição de 25% dos vencimentos. Os direitos de imagem, que seriam pagos em maio e junho de 2020, serão quitados em dez parcelas a partir de janeiro de 2021. A diretoria também promoveu demissões de funcionários para diminuir a folha de pagamento.