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Fashion business

Por WAGNER PENNA / Especial

3 de Maio de 2021

Foto: Divulgação

Os desdobramentos da moda como ativo no jogo de fusões, associações e monetização via compravenda de ações, estimulam as análises sobre o poder de fogo dessa industria – até aqui considerada por muitos como algo de segundo plano na cadeia produtiva & varejo. Embora na cena internacional o peso da moda como geradora de empregos e riqueza já seja reconhecido, por aqui números altos em relação ao faturamento da moda ainda são desconhecidos do grande público.

E não são poucos cifrões. Um levantamento rápido sobre ao assunto em relação ao ano de 2020 (mesmo com pandemia e suas conseqüências), colocou a Renner com o melhor faturamento no setor – cerca de R$6,6 bilhões. Em seguida vem a Guararapes (leia-se Riachuelo) com R$4,3 bilhões, depois a C&A com R$4,08 bilhões, a Marisa com R$2,1 bilhões, o Grupo Arezzo com R$1,6 bilhões, a Restoque (marcas Les Lis Blanc, Dudalina, Rosa Chá – entre outras) com R$598 milhões e o grupo Inbrands (dona de marcas como Ellus, 2º. Flooer, Richards e outras) com R$300 milhões.

Vale destacar o faturamento do grupo Soma (Farm, Animale, Maria Filó, A.Brand e outras marcas), com R$1,2 bilhão, e da Hering, com R$1,07 bilhão, recentemente unidos, cuja posição ficaria em 4º. lugar se somados os dois valores. Mesmo que ainda não exista algo como o grupo dono da francesa Louis Vuitton (que, apenas no primeiro trimestre deste ano, faturou 14 bilhões de euros – ou algo em torno de R$80 bilhões), a movimentação sinaliza o novo perfil do circuito fashion verde-amarelo.


VAIVÉM

A estilista Ann Roth ganhou o Oscar deste ano no setor melhor figurino, pelo filme ‘A Voz Suprema do Blues’, aos 89 anos. O fato é marcante, mas indica que a criatividade da moda não tem idade. Além dela, há casos conhecidos de quem trabalhou criando coleções até o fim como Chanel (fazendo coleções aos 90 anos), Pierre Cardin (aos 90 e tantos), Karl Lagerfeld (aos 85)

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O estilistao Alber Albaz (origem libanesa mas atuando na França há anos) foi levado pela Covid-19 na semana passada aos 59 anos. Sua ultima coleção, realizada após uma reciclagem de sua vida profissional e também pessoal, foi considerada a melhor da temporada passada por muitos analistas. Era um dos últimos românticos da moda, valorizando acima de tudo a beleza feminina.


PONTO FINAL

Chamada de ‘PL do Veneno’ pela turma fashionista ligada à sustentabilidade (vale dizer, quase 100% da turma) uma lei que flexibiliza o uso de agrotóxicos está para ser votada e deixando o pessoal da moda assustado. Na contrapartida, a Embrapa, anunciou pesquisa com biopesticidas para eliminar três doenças cruciais no cultivo algodoeiro – de onde saem os fios para os tecidos. Isso quer dizer, que a produção ficará mais barata, o fio menos caro e mais acessível para a indústria têxtil.