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Exportações do agronegócio mineiro crescem 10% em 2020

13 de agosto de 2020

Foto: Divulgação

BELO HORIZONTE – A balança comercial do agronegócio mineiro fechou os sete primeiros meses de 2020 com alta de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. O superavit foi de US$ 4,54 bilhões no período, elevando a expectativa de que este ano seja o segundo melhor da série histórica do agronegócio mineiro, que teve início em 1997.

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  • Principais produtos
  • Café

As exportações tiveram uma receita de US$ 4,93 bilhões, uma expansão de 9,4% de janeiro a julho, enquanto as importações acumularam US$ 387,52 milhões, crescimento de 3% no mesmo período. Ao todo, Minas Gerais enviou 7,6 milhões de toneladas de produtos agropecuários para 162 países, um aumento de 31,4% no volume acumulado exportado.

Entre os principais países importadores dos produtos mineiros estão a China (US$ 1,50 bilhão), EUA (US$ 475,83 milhões), Alemanha (US$ 460,42 milhões), Itália (US$ 238,47 milhões) e Japão (US$ 184,98 milhões).
A expectativa, segundo o governo do estado, é fechar 2020 com US$ 9 bilhões em exportações.

Principais produtos

Entre os produtos com crescimentos mais expressivos está o complexo soja (grãos, farelo e óleo), que alcançou US$ 1,38 bilhão e 3,87 milhões de toneladas, um incremento de 39,6% no valor e 45,4% no volume. As vendas de carnes totalizaram US$ 565,26 milhões (+8,3%) e 179 mil toneladas exportadas (+16,4%). Entre elas, os destaques foram para o setor de bovinos (US$ 431,46 milhões e 100 mil toneladas) e suínos (US$ 24,16 milhões e 13 mil toneladas). No caso da carne suína, os índices apontaram crescimento de 94% na receita e 73% no volume.

Destaque na balança comercial do estado também para o complexo sucroalcooleiro, com US$ 493 milhões (+61,7%) e 1,7 milhão de toneladas (+64,3%). O açúcar foi o principal item comercializado, representando quase 96% das vendas do complexo, com receita de US$ 473,1 milhões e 1,6 milhão de toneladas.

Outros produtos que tiveram boa performance foram: rações para animais (37%), bovinos vivos (60%), gorduras de aves e bovinos (96%), manteiga (141%), especiarias (açafrão, gengibre e pimenta 213%), fumo (262%), nozes (pará e macadâmia 267%), coco (253%), mamões (283%), ceras de abelha e seus produtos (321%).

Café

Os cafeicultores mineiros continuam sendo a categoria que mais exportou no estado. Com US$ 1,96 bilhão e 12,5 milhões de sacas embarcadas até o mês de julho, a commodity representou cerca de 40% de todas as vendas externas de Minas. Entretanto, foi registrado um ligeiro decréscimo de 2,2% no valor e 8,1% no volume exportado até o momento – consequência do atraso nos embarques por causa da crise mundial causada pela covid-19. Entre os principais compradores do café mineiro estão: Alemanha (US$ 418 milhões), EUA (US$ 391 milhões), Itália (US$ 193 milhões), Bélgica (US$ 140 milhões) e Japão (US$ 126 milhões).