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Exportações diminuem 16% na região

15 de dezembro de 2020

Foto: Divulgação

PASSOS – Dados do portal virtual Comex Stat, vinculado ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, apontam que o valor médio arrecadado em exportações nos municípios da região sofreu queda de 16,26% em 2020, no comparativo com o ano passado. Embora a diferença indique decréscimo, os resultados divergem dos valores acumulados em âmbito nacional, uma vez que, conforme a Associação Brasileira de Consultoria e Assessoria em Comércio Exterior (Abracomex), a venda de alimentos impulsionou o mercado e resultou no aumento de cerca de 10%, equivalente a mais de US$20 bilhões.

Entre os municípios do sudoeste mineiro que aparecem no levantamento, Capitólio não teve os rendimentos de 2020 registrados na plataforma, o que colabora para que a queda seja mais significativa. Em relação aos locais que contam com a apresentação dos valores recebidos, Carmo do Rio Claro foi o que teve a maior diminuição (95,43%), seguido de Passos (59,49%), São Tomás de Aquino (53,69%), Monte Santo de Minas (49,79%), Ibiraci (30,98%), Piumhi (14,06%) e, por último, São Sebastião do Paraíso (3,44%). Dois municípios tiveram índices positivos, – e expressivos – sendo Claraval (270,13%) e Guapé (105%).

Para que oferecer mais detalhes aos resultados obtidos nas pesquisas, a Abracomex criou uma lista com os dez produtos que mais foram exportados no país. Em primeiro lugar ficou a soja, que representa 15% do total das comercializações no mercado externo; em seguida estão os óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos. Em sequência está o minério de ferro, a carne bovina, a celulose, a carne de aves e suas miudezas, o farelo de soja, os produtos manufaturados, o café e os açúcares e melaços.

Em relação às mercadorias, no mês passado as exportações de minério de ferro avançaram em 18,50% no comparativo com 2019. Assim, foram vendidas 37,86 milhões de toneladas. O café é outro produto que também tem recebido grande destaque desde o início da pandemia do novo coronavírus, considerando que somente neste mês a alta foi de 18,18%, representando o total de 221 mil toneladas.

Ainda, a associação fez uma análise semelhante para identificar os principais destinos que recebem as mercadorias e, deste modo, a China ficou em primeiro lugar, com diferença de mais de 50% dos demais. Posteriormente estão os Estados Unidos, os países baixos, a Argentina, o Japão, o Chile, o México, a Alemanha, a Espanha e a Coreia do Sul. Para estes locais, o montante negociado até agora já soma cerca de US$130 bilhões.