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Engenheiro reclama de falta de acesso em obra da Ufla

Por Stéfany Lorraine/ Especial

23 de fevereiro de 2021

Foto: Divulgação

S. S. DO PARAÍSO – O engenheiro civil Michel Eduardo Gadelha da Silva, representante da E. M. Neves Eireli, empreiteira com sede em Manaus e vencedora de licitação para a construção de três obras, no valor de R$15 milhões, no campus da Universidade Federal de Lavras (Ufla) em São Sebastião do Paraíso, disse ter sido impedido de entrar no local e que parte de material e equipamentos da empresa sumiu.

Lá tem muito equipamento e material de obras que são nossos. Tem bancada de serra, nossas malhas de aço, tem tudo lá e não estão deixando retirar. Esse material é nosso, se não quer que a gente execute a obra, pelo menos libera a retirada”, afirmou Gadelha, que disse ter tentado entrar no campus para verificar as condições da obra e de equipamentos usados pela empreiteira, mas teria sido impedido.

Segundo o engenheiro, as obras tiveram início em março de 2019 e se mantiveram por um ano, quando foram paralisadas devido à pandemia de covid-19, em março do ano passado. Gadelha disse que o último pagamento feito pela universidade à empreiteira foi realizado no mês de janeiro de 2020 e era referente a novembro de 2019.

Ele também disse que parte do material e equipamentos utilizados na obra é alugada e a empresa tem que arcar com o pagamento do aluguel. De acordo com o engenheiro, alguns bens sumiram do local.

Sumiu pedra de granito que seria instalada no anfiteatro, mais de R$2 mil reais em pedra. Cheguei lá sexta-feira (5 de fevereiro) pra tentar entrar, não deixaram. Na segunda (8), fui procurar a pedra e não estava lá. Eu avisei pra eles que entraram lá, mas ninguém demonstrou preocupação, tem que tirar as coisas de lá, que vai sumindo”, disse.

O advogado da empresa, Augusto de Pádua, disse que os funcionários foram pegos de surpresa ao não terem a entrada autorizada.

Tem que existir todo um processo legal pra retirar a empresa de lá e não houve notificação, não houve processo administrativo, muito menos processo judicial. Fomos pegos totalmente de surpresa. chegar no local de trabalho, onde foi feito processo de licitação e a empresa foi vencedora da licitação, e não poder entrar no local”, lamenta o advogado.


Empresa alega que segurança no canteiro de obras é responsabilidade da empreiteira

S. S. DO PARAÍSO – Em nota, a universidade informa que a segurança e a vigilância no canteiro de obras são responsabilidades da empresa, previstas em contrato, e que autorizou a entrada de representante da E. M. Neves, em duas datas, para a retirada de material e equipamentos.

A UFLA esclarece que o representante da empresa foi autorizado a entrar no campus de São Sebastião do Paraíso recentemente por duas vezes, nos dias 25/1 e 17/2, para retirar pertences como equipamentos, ferramentas e materiais em estoque. A universidade, no entanto, não autorizou a retirada dos escoramentos de vigas e lajes, material já instalado no prédio das Engenharias (em construção pela empresa EM Neves, porém sem os cumprimentos das cláusulas contratuais por parte da contratada). Essa retirada comprometeria a estrutura da obra e, consequentemente, inviabilizaria uma fase subsequente da estrutura, não operacionalizada pela empresa“.

Dos três contratos entre a UFLA e a empresa para obras no campus, um está extinto pelo fim do prazo de vigência, entretanto sem a entrega do objeto contratado; outro está vigente até 25 de março, mas seu prazo de execução expirou em 24 de janeiro, sem também ter ocorrido a entrega completa da obra; e um terceiro está suspenso consensualmente por prazo indeterminado, o que foi motivado por dificuldades de execução apresentadas pela empresa no início de 2020, conjugadas ao cenário da pandemia de covid-19.