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Empreendedoras querem representatividade para as mulheres

21 de novembro de 2020

Na ação digital dos comerciantes glorienses, filhos homenageiam suas mães com fotos na rede social e as publicações mais “curtidas” concorrem a prêmios

PASSOS – De acordo com uma pesquisa desenvolvida pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), 35% dos empreendedores brasileiros são mulheres e, desse total, 48% são chefes de família. Com o intuito de fortalecer e ampliar as políticas que defendem os direitos humanos da população feminina, em 2014 a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino. A data, é celebrada neste mês novembro, em mais de 150 países.

Para Patrícia Alves, proprietária de uma empresa especializada em venda de doces caseiros, a representatividade feminina no mercado tem crescido significativamente nos últimos anos, no entanto, ainda é baixa. Segundo a empresária, é necessário que as mulheres estejam cada vez mais unidas e confiantes para ocupar seu devido espaço não apenas no empreendedorismo, mas nas mais diversas esferas.

“Trabalho com isso há quase três anos e estou muito satisfeita com o que faço, mas, sinceramente, fiquei um pouco receosa no início. Comecei a fabricar bolos e trufas e deixava em algumas padarias da cidade, mas o resultado foi tão bom, que me incentivou a investir mais. Eu me organizei e convidei a minha irmã para trabalhar comigo. Hoje, somos sócias e sabemos que cada uma possui um papel fundamental na empresa, mas vejo que falta mais disso por aí. Nós, mulheres, precisamos conquistar o que é nosso por direito”, destacou Patrícia.

Aproveitando os recursos tecnológicos, 71% das mulheres utilizam a internet para vender seus produtos. Aos 19 anos, Vanessa Maria de Freitas decidiu seguir sua paixão por moda e abriu uma loja virtual de roupas femininas, que se tornou sua fonte de renda mensal.