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Em pronunciamento na Câmara, comerciantes de Paraíso pedem funcionamento de bares até 22h

17 de junho de 2021

Proprietários apresentam dificuldades enfrentadas pelo comércio noturno :/ Divulgação

S. S. PARAÍSO – O funcionamento do comércio noturno (bares, restaurantes, lanchonetes e outros) diante da pandemia de covid-19 foi abordado na Tribuna Livre desta semana. Os proprietários de estabelecimentos Ariel Hugo Moraes, Sebastião Chaves e Toly Vinícius Souza apresentaram as dificuldades enfrentadas e demandas quanto ao horário de funcionamento e outras possibilidades. O objetivo foi chamar atenção para a situação desses comércios, que estão sendo prejudicados pelo encerramento precoce das atividades.

Eles apontaram que o comércio noturno está sendo penalizado e vistos como os responsáveis pela disseminação do novo coronavírus, sendo que há outras situações geradoras de aglomeração em outros locais, inclusive no período diurno. “Viemos pedir o direito de trabalhar para pagar contas, funcionários, impostos… Até as 22 horas, quem quiser pode sair para comer, beber e se divertir. O comércio noturno é visto só pela lado da bagunça, mas nós também proporcionamos momentos felizes e de lazer”, disse Ariel.

Sebastião reforçou o pedido para que a Prefeitura reveja a situação desses comerciantes. “Somente com entregas, não dá para se manter. Eu trabalho com chope e, quando o decreto diz que tem que fechar, eu perco mercadoria. tem muita coisa envolvida. Durante o dia também não se usa máscara em locais como cafeteria, sorveteria, pastelaria e padaria. Estamos de mãos atadas porque falam que o problema são os bares, mas não são”. Toly Vinicíus reforçou que os estabelecimentos não vendem apenas bebidas alcóolicas, mas que boa parte da receita vem da venda de outros produtos. “Se não puder estender até 22 horas, que possa pelo menos permitir a retirada no balcão”, pediu.

Vereadores manifestam solidariedade

Em Plenário, os vereadores manifestaram solidariedade aos comerciantes e reforçaram que são contra o fechamento das atividades, apontando que essa não é a solução do problema. Pedro Delfante lembrou das festas clandestinas e considerou a demanda legítima: “existem perfis de estabelecimentos que não permitem muito delivery”. Para Antonio Picirilo, deveria haver diferenciação entre os estabelecimentos que estão cumprindo os protocolos, e os que não estão. “Não temos condições de dar ao luxo de ficar fechando o comércio. Aí vai numa indústria, num supermercado, tem aglomeração. É preciso pensar na saúde sim, mas também na economia que está numa situação difícil”, opinou.

Maria Aparecida Cerize ressaltou que a Câmara Municipal manteve-se contrária ao lockdown e que o município tem o mérito de ter mantido o comércio aberto, mesmo quando as cidades da região estavam fechadas. “A Vigilância [em Saúde] faz estudos de quais horários as pessoas relaxam mais, são menos cuidados, por isso o fechamento. São medidas tomadas no intuito de acertar, não de prejudicar o comércio. Sabemos que houve exageros, se todos cumprissem as medidas, ninguém seria prejudicado”.

Sérgio Gomes sugeriu envio de ofício em nome da Casa Legislativa ao prefeito. “Estamos vivendo uma coisa nova e já está provado que o lockdown atrapalha, porque pessoas das cidades vizinhas estão vindo para Paraíso”. Luiz de Paula considera que há incoerências: “na fila da padaria do supermercado, pode ter trinta pessoas; no sepultamento no cemitério, só pode entrar dez; isso é fora de lógica”. Juliano Reis destaca que a única maneira de conter o vírus é a vacina. “Temos que avaliar semanalmente a situação com a equipe técnica e pedir a estensão do horário”. Lisandro Monteiro afirmou que é necessária união de todos para minimizar os efeitos da pandemia.