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Em maio, número de consultas ao SPC foi menor no comércio de Passos

Felipe Misuraca / Redação

11 de junho de 2021

Maio deste ano registrou menos consultas ao spc comparado ao mesmo mês no ano passado:/ Reprodução

PASSOS – Na cidade de Passos, devido à pandemia, o número de consultas de nome no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC/Serasa) em maio deste ano diminuiu em relação à comparação de consultas do mesmo mês do ano anterior. De acordo com Isabel Cristina, supervisora do órgão de Passos, no mês de maio, houve um total de 4.224 consultas, número inferior às 4.661 consultas do mesmo período em 2020.

Para a supervisora, tal diminuição se deve ao fato da pandemia afetar financeiramente a população.

“As pessoas não estão consultando como antigamente. Sinto que as pessoas estão com medo de gastar dinheiro atualmente devido à incerteza financeira. É um momento delicado e, por isso, o pessoal está receoso”, declarou Isabel.

Porém, para ela, a expectativa para o mês de junho pode ser considerada positiva com a chegada do dia dos namorados, data bastante comemorada pela população que pode aumentar as consultas e, consequentemente, as vendas no comércio.

Segundo dados levantados pela fintech de empréstimo pessoal, Lendico, a quantidade de empréstimos e crediários solicitados pela população mineira em abril deste ano cresceu 20% em relação ao mesmo mês de 2020. A análise relata que grande parte dos empréstimos e crediários são destinados a produtos eletrônicos e eletrodomésticos, por consequência da nova rotina domiciliar que a população foi destinada desde o início da quarentena.

De acordo com a gerente de uma loja de produtos eletrônicos de Passos que não quis se identificar, as vendas do setor eletrônico caíram consideravelmente. A pandemia volta a ser a culpada na queda das vendas, uma vez que a mesma causou insegurança financeira na população. Para ela, não existe expectativa positiva para os próximos meses.

“Faz tempo que não há um aumento no número de vendas de produtos eletrônicos, então não consigo ser otimista em relação ao futuro”, finalizou.

Endividamento

O endividamento das famílias brasileiras chegou a 68% em maio, alcançando mais um patamar histórico. Segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Desta vez, foi acompanhado também da primeira alta, em oito meses, da inadimplência no país.

Desde agosto do ano passado, é a primeira vez que a taxa de famílias com dívidas ou contas em atraso aumenta na passagem mensal, chegando a 24,3% em maio. Além disso, 10,5% dos brasileiros declararam não ter condições de pagar as contas e quitar as dívidas, o que faz com que essa parcela permaneça na inadimplência.

Segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, o orçamento das famílias, de certo modo, estava sendo preservado. Porém, a crise durante a pandemia, desemprego, inflação alta e outros fatores levaram a uma piora.

“Houve uma piora no orçamento das famílias em maio, com a alta da inadimplência, mas esse era um movimento esperado. A renda se mantém baixa, com fragilidades no mercado de trabalho, incluindo um menor impacto de benefícios assistenciais, caso do auxílio emergencial reduzido”, disse.