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Elza lê diariamente o jornal, faz recortes e guarda

19 de outubro de 2020

Elza Vieira Maia é assinante da Folha da Manhã há 14 anos e lê diariamente para sua patroa, Rosa Merchioratto de Oliveira e ainda recorta os fatos mais relevantes. / Foto: Divulgação

A aposentada Elza Vieira Maia, de 77 anos é assinante da Folha da Manhã há 14 anos e vê como um fato importante ter se decidido pela assinatura, quando foi convidada por Fabrícia Cristina Cintra. Ela dá sequência à série de histórias de assinantes, que teve início neste mês e, que segue quinzenalmente. Para esta mulher antenada os fatos da cidade e da região são de grande importância. Seus grandes luxos são: Deus, sua família, sua patroa e a Folha.

Gostei muito e, mesmo chegando aos 60 anos eu achei muito legal ser assinante, faço questão de pagar mensalmente e sempre faço a renovação. Gosto de todas as editorias, mas as charges e quadrinhos sempre nos faz rir muito. Gosto da Linha do Tempo, dentro da coluna social, que conta a história dos casais. Sempre separo dos casais que conheço. Também dos Roteiros da Fé que conta a história das igrejas. Os bebês que nascem no primeiro dia do ano também adoro. E, acho muito importante saber o que está acontecendo em Passos e na região. Acompanhei pelo jornal a inauguração da duplicação da pista da MG-050 feita pelo Romeu Zema. Fiquei contente com a vinda do governador em nossa cidade. As notícias de morte, embora não gostemos muito, acabo lendo. Sou assídua. A leitura do jornal acaba também por ajudar a ativar a memória”, contou Elza.

Ainda conforme a leitora, ela tem praticamente um ritual para a leitura. Elza mora atualmente na casa da patroa, Rosa Merchioratto de Oliveira, que completará 90 anos no próximo sábado, 24, e é viúva do médico José Francisco Oliveira, que fundou o Hospital São José, atual Hospital Unimed.

Sou funcionária da Dona Rosa há 47 anos. Agora moro aqui com ela, somos companheiras, amigas, já me aposentei, mas continuo cuidando dela como irmãs. Dona Rosa, precisou fazer uma cirurgia do coração e ficou no Rio de Janeiro com um dos dois filhos, o que é médico xxx quando voltou, eu vendi minha casa e vim morar com ela. Meus móveis ficam no apartamento debaixo do dela. Os dois filhos dela são muito atenciosos comigo. Mas, sobre o jornal, nós tomamos o café da tarde, assistimos a missa e, na sequência nos preparamos para a leitura e nos divertimos com tudo o que o jornal apresenta”, contou.

Na segunda-feira como não tem edição, Elza explicou que aproveita para fazer os recortes das partes que mais interessa e guarda.

Vou fazer um álbum com os fatos mais importantes para nós, as tirinhas do Cazo separo quase todas e outros assuntos também relevantes. Uma das casas em que Dona Rosa morou, na Praça do Rosário, o marido dela viu o anúncio na Folha, isso há anos. Moramos lá por 26 anos, é a casa que venderam para o médico Ricardo do Valle. Então, a Folha da Manhã está nas nossas vidas a muito tempo”, afirmou Elza.

Dona Rosa afirmou que Elza, chamada pelos seus filhos e netos de Dona Maria, é uma companhia sempre muito agradável.

Elza é companheira de todas as horas. Passos é meu canto e a Folha da Manhã um grande jornal. Estou com dificuldades de leitura, mas tenho a graça de Elza ler para nós duas”, informou.