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Educadora passense faz mandalas intuitivas como terapia e arte

Por Adriana Dias / Redação

8 de novembro de 2021

A educadora passense Susana Ribeiro de Almeida Ferreira, de 34 anos, encontrou na produção de mandalas uma forma de arte e terapia./ Foto: Divulgação.

PASSOS – A educadora passense Susana Ribeiro de Almeida Ferreira, de 34 anos, encontrou na produção de mandalas uma forma de arte e terapia. Casada com Clayton Duarte Pessoa e mãe de dois filhos, ela, que sempre gostou de várias maneiras de atuar com a arte, há dois anos se encontrou neste exercício que promove tanto para ela quanto para quem recebe favorecimentos de relaxamento, promoção do conhecimento de si mesmo, além da expansão da consciência. A artista faz mandalas intuitivas que impulsionam autoconhecimento e vibrações para os clientes.

As mandalas são círculos sagrados de grande potencial energético. Possuem formas geométricas e sua estrutura finalizada representa a relação entre o ser humano e o Cosmo. Durante os processos intuitivos impulsionados pela energia das mandalas tanto quem faz quanto quem as recebe podem acessar uma resposta para o momento de vida de forma clara e direta, sem o uso do racional.

Questionada sobre como a arte entrou em sua vida, Susana explicou que sempre foi ligada ao mundo das artes. Lecionava musicalização, toca violão, canta e gosta de pinturas, inclusive já tendo atuado como profissional de maquiagem artística facial e corporal, tudo de forma autodidata.

“Sobre as mandalas foi algo muito sem pretensão de se tornar um trabalho. Iniciei a arte apenas com a intenção de me expressar e aprender. Mas durante o desenvolvimento me despertou algo mais profundo, que me fez buscar mais conhecimento sobre a prática. Hoje se tornou algo mágico no qual me sinto um instrumento que contribui com a luz do ser humano, bem como com minha missão”, explicou.

Com relação à opção pelas tintas, Susana disse acreditar que tenha a ver com sua personalidade. Embora ame as outras formas de colorir como o lápis de cor, canetinhas, giz de cera, as tintas para ela, trazem uma sensação de satisfação.

“Eu amo as tintas, elas me preenchem. Mexer com a tinta me faz muito bem. Acho que a cor vibra de maneira mais forte”, contou.

A mandala terapêutica é um desenho livre dentro de um círculo, onde o indivíduo se expressa da forma que se sente melhor, pintando ou desenhando.

“Iniciei com a técnica de pontilhismo a partir de um tutorial que acompanhei. Eram mandalas pequenas, então eu acabava rapidinho e já queria fazer mais. Hoje sou totalmente livre. Gosto de me expressar de todas as formas. Tenho minha identidade. Invento pontos, contornos, formas, coloco flores enfim, a arte é ser livre”, disse.

Susana começou a usar tinta à base de água, para mandalas para área interna de residências. Faz também diretamente a pintura em paredes. As superfícies utilizadas são MDF e mais recentemente a passense começou a fazer em porcelana (xícaras e pires). Para as canecas são utilizadas as mesmas formas de pontilhismo acrescida a técnica de queimar para que o desenho não saia na água.

“O trabalho com a mandala em MDF vem da alma. As canecas vieram apenas como um detalhe que agrega”, acrescentou.

Para Susana a mandala traz todo um significado.

“A história que a gente conta na mandala é incrível. Logo que comecei a fazer percebi que eu tinha sensações diferentes a cada trabalho. Embora eu professe uma fé, o que acontece ao fazer a peça não está diretamente ligado a nenhuma religião, mas à sensibilidade e a uma entrega. A própria mandala tem me levado a compreender muita coisa que não tem a ver com religião. Mas tem tudo a ver com amor, com doação e entrega. É algo mais além. E, com isso ao pesquisar para entender este novo universo das mandalas, conheci uma professora. Entrei no curso e sou muito grata, foi o melhor curso da minha vida”, salientou.

Susana fez o curso que era de um ano, mas fiz antes do prazo.

“Muitos módulos, e apenas dois deles eram ensinando a fazer o esboço da mandala, o que me fez compreender que o desenho é apenas um detalhe de tudo que existe por trás. É muito, muito, muito profundo. Quando faço uma mandala, não penso de forma antecipada sobre o que vou desenhar, a forma vai surgindo. É maravilhoso poder expressar nossas emoções de forma linda e ainda poder ajudar as pessoas”, assegurou.

A mandala é também uma forma de meditação. A artista contou que tinha muita dor de garganta e atualmente sente que melhorou muito e atribui à mandala, pois na arte ela se expressa.

“Inclusive, quando estou com qualquer desconforto, seja físico ou emocional, eu faço uma mandala para mim. Na intenção de entender o que está por trás daquele incômodo, daquela dor. O que meu corpo quer dizer, quer ensinar, quer me mostrar. Assim me expresso e me curo”, disse, convidando para conhecerem o seu trabalho pelo Instagram.

Benefícios também servem para quem recebe a peça

PASSOS – Sobre como funciona para o cliente, Susana Almeida contou que ele pode optar pela mandala intuitiva ou apenas vibracional.

“Na intuitiva, gosto de fazer a radiestesia, com a utilização do pêndulo, para saber quais as melhores cores para o cliente. Tudo através do seu nome completo. Nesta eu escrevo no final sobre como foi o processo, o que a mandala veio trazer, se está ou não trabalhando algum chakra, falo sobre as cores, numerologia etc. Não preciso conhecer a pessoa, nem ter tido contato. Conversamos apenas pela forma que for mais viável”, disse.

“Já nas mandalas vibracionais, a pessoa escolhe as cores que quer, de repente por que quer tê-la como um objeto de decoração (embora ela seja muito além disso). Essa também é a opção que quase não faço. As pessoas me procuram por um motivo mais profundo e fico feliz por isso”, contou.

“De posse das cores propostas eu informo a pessoa e ela diz se me permite dar segmento. Nestes dois anos tive apenas uma cliente que pediu para mudar a cor. Sempre para iniciar uma mandala, faço a organização das tintas, coloco música, gosto de acender uma velinha, um incenso, ou um difusor com óleos essenciais, faço meditação, uma prece e com o ambiente propício inicio. Gosto de começar bem cedinho e não tenho exatamente o tempo certo que levo para fazer. Depende do tamanho da peça, depende dos meus filhos (que são prioridade e ainda precisam muito de mim, o Rafael, de 3 anos e Arthur, de 10”, informou.

Sobre os processos, Susana elencou que são: de desenho, que pode ser traçado ou diretamente pintado com o boleador. O processo pode ser mais longo, pois em alguns momentos chega a ser necessário dar outras demãos de tinta em algumas áreas da mandala e esperar secar. Faz também colagem de pedras após o uso do verniz.

A artista terapêutica afirmou que é muito interessante porque tanto para a pessoa quanto para ela também, é uma lição.

“A lição de que tenho uma mensagem a captar. Muitas vezes quando começo a redigir, me vem à mente – nossa, mas isso aqui é também para mim. Assim penso: a gente se cura, curando o outro”, alertou.

Com relação à entrega, todas as pessoas dão o retorno e sempre muito positivo sobre o que gostou na peça e também no texto.

                                                               

Jornalista recebe mandala em tons de azul

A jornalista Adriana Dias recebeu a ligação de Susana Ribeiro Almeida informando que as cores escolhidas eram em tons de azul. O que foi evidentemente aceito para a produção da mandala intuitiva. Alguns dias depois a mandala estava pronta e a entrega foi feita e foi motivo de muita emoção e gratidão.

Para Adriana Dias, a artista terapeuta acertou em cheio em todas as suas vibrações.

“Para além da beleza estética da mandala, ficar olhando para a peça é realmente incrível. Traz calma, traz entendimento e compreensão de você mesma. Eu sempre digo quando algo dá certo, e sempre dá, que meu Deus é lindo e de bolinhas azuis. Sem nunca saber disso, pois só conheci Susana na entrega da mandala, ela fez toda em bolinhas azuis. É mágico e lindo”, disse.

Ainda conforme Adriana Dias, sua relação com o azul é intensa e de muita gratidão.

“Amo o azul do mar. Sempre que posso gosto de deixar meu corpo imerso na imensidão azul do mar. É uma troca de energia que me traz muita paz e frescor para o meu corpo e minha alma. Amo o azul celeste. E dou um jeitinho de olhar para o céu diariamente e agradecer ao Divino por esta oportunidade e possibilidade de ver. Amo o azul nas mais variadas formas: nas roupas, nos calçados, nas capas dos livros, nos utensílios domésticos, nos acessórios. E, ter a mandala feita para mim nos tons em azul foi um presente mais que especial. E, sobre a carta que Susana entrega com as sensações e sentimentos que teve ao fazer, parece que ela tem uma máquina de Raio X. Me leu com muita precisão. Parece que me conhece há 51 anos (os meus)”, finalizou.