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Ediouro mira ficção comercial

Por Maria Fernanda Rodrigues / Especial

25 de fevereiro de 2021

‘O Último Sorriso na Cidade Partida’, de Luke Arnold, é um dos lançamentos da editora pelo novo selo, o Trama. / Foto: Divulgação

Um dos maiores grupos editoriais do País, que publica desde clássicos, pela Nova Fronteira, a passatempos, pela Coquetel, e é ainda dona dos selos Pixel e Agir, entre outros, a Ediouro mira agora na ficção comercial e prepara os primeiros lançamentos de seu novo selo, o Trama.

No catálogo, que está sendo criado com a consultoria da editora argentina Trini Vergara, haverá apenas livros de fantasia e thrillers e a ideia principal, explica o editor André Marinho, é alcançar os leitores. Os novos e também os vorazes.

Queremos conquistar as pessoas que ainda não têm muito o hábito da leitura e querem conhecer mais. Por isso, esperamos que os livros sejam uma porta de entrada para esse público. Mas também queremos publicar livros para quem já gosta muito de ler – e leitores de thrillers e de fantasia têm o costume de emendar uma leitura depois da outra. Queremos, enfim, levar entretenimento de qualidade, em boas edições, para as pessoas e assim fomentar a leitura e a cultura”, diz Marinho.

O nome do selo, que vem sendo preparado há dois anos e teria sido lançado em 2020 não fosse a pandemia, remete à ideia de que o público entre nos livros, se sinta um agente investigativo e descubra o que há por trás do “tecido do texto”.

Neste primeiro ano, o Trama prevê lançar, a partir de março, um thriller por mês e uma fantasia a cada dois meses. A estreia será com dois livros. Onde Está Daisy Mason?, da escritora Cara Hunter, que vive em Oxford, é a investigação, por parte do detetive Adam Fawley (que aparece em outros livros da autora), do desaparecimento de uma menina de 8 anos em uma festa de família. “O livro é interessantíssimo, difícil de largar. Ele parte da premissa de que o leitor é parte da investigação.” Segundo a editora, foram vendidas 500 mil cópias desse livro no mundo todo.

O segundo título é O Último Sorriso na Cidade Partida, uma fantasia urbana de Luke Arnold – a estreia literária deste ator e roteirista americano, que é centrada na figura de um ex-soldado do Exército Humano e conta ainda com grifos, dragões, elfos, vampiros, lobisomens e monstros. “É como se fosse um romance noir misturado com fantasia e o autor se inspirou em Raymond Chandler”, comenta Marinho.

Outro lançamento que o editor destaca, previsto para setembro, é Os Reis do Wyld, uma fantasia épica bem-humorada. “Os protagonistas são uma espécie de boy band da Idade Média, que, já velhos, estão tendo que se reunir novamente. É muito divertido.”

Estão previstos ainda Eles Querem a Minha Morte, de Michael Koryta, cuja adaptação cinematográfica com Angelina Jolie chega à HBO Max e aos cinemas em maio; Uma Bruxa no Tempo, de Constance Sayers; O Julgamento de Miracle Creek, de Angie Kim; Longo e Claro Rio, de Liz Moore; Objetos Sublimes, de Janelle Brown; O Hacker de Hong Kong, de Chan Ho-Kei; e Maldição: Uma Antologia dos Melhores Contos de Fada Sinistros, organizada por Marie O’Regan e Paul Kane.