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Donos de bares querem ampliação no horário de atendimento em Passos

15 de julho de 2020

Os trabalhadores se reuniram para articular a reivindicação e ampliar o horário de atendimento. / Foto: Divulgação

PASSOS- Cerca de 25 proprietários de bares, lanchonetes, restaurantes e espetinhos se reuniram na terça-feira, 14, em frente à prefeitura de Passos, em uma reunião para organizar uma reivindicação para ampliação do horário de atendimento desses locais até às 22h. Está previsto para quinta-feira, 15, uma nova mobilização com mais trabalhadores no mesmo local. De acordo com o proprietário de um “espetinho”, Luiz Carlo do Souto Júnior, o Dentinho – que também está à frente de uma comissão com aproximadamente 25 empresários do setor -, é inviável trabalhar até as 18h, visto que muitos funcionam a partir deste horário.

Os empresários foram recebidos por Rômulo Fraga, procurador-geral adjunto do município, que explicou que a administração está tentando resolver a situação, mas que depende da análise da liminar concedida pela desembargadora Márcia Milanez, que determina o funcionamento apenas de estabelecimentos comerciais e serviços essenciais para os municípios que não aderiram ao programa do governo estadual Minas Consciente.

Ainda segundo Júnior, já foram realizadas duas reuniões em que a comissão solicitou ao poder Executivo a extensão do horário e para que haja uma fiscalização rigorosa nesses tipos de estabelecimento quanto às exigências impostas pelos decretos municipais. Uma foi feita no gabinete do prefeito Carlos Renato Lima Reis, o Renatinho Ourives, e outra na Associação Comercial e Industrial de Passos (Acip), que, além do prefeito, contou com a presença de outros secretários.

A prefeitura passou para nós que está tentando e que isso vem do governo do Estado e da Promotoria, mas a gente teve essa reunião na Acip, em que o promotor Eder Capute não compareceu, então não teve jeito da nossa comissão conversar e falar a realidade do que são os bares noturnos da cidade para ele. Nós só queremos o direito de trabalhar e a única pessoa que pode fazer isso por nós é o prefeito, não tem como irmos até o governador Romeu Zema. Para mim, a renda caiu 100% porque estou sem abrir e o delivery não compensa. Começo às 17h, então para ficar aberto até às 18h não dá. Vários espetinhos estão fechados também. Se de fato ficarmos fechados, mais de 5 mil pessoas ficarão desempregadas, pois é o trabalho noturno que temos aqui”, pontuou Junior.

No dia 19 de junho, a administração municipal publicou decreto com as medidas adotadas do Plano de Monitoramento da Covid-19 no Sudoeste Mineiro, permitindo o funcionamento desses estabelecimentos até às 22h. A partir do decreto municipal de 3 de julho, o fechamento voltou a ser às 18h. Em novo decreto lançado na segunda-feira, 13, a Prefeitura mantém até dia 19 as restrições para esses estabelecimentos e veda também a venda de bebidas alcoólicas em vias públicas a partir das 18h.

Segundo dados da Secretaria Municipal da Fazenda, há mais de 700 trabalhadores cadastrados como proprietários de bares, restaurantes, lanchonetes, espetinhos e afins e que podem estar sendo prejudicados com o horário reduzido. No entanto, o número pode ser três vezes maior, visto que muitos não possuem o cadastro junto à secretaria. A Folha entrou em contato com a administração municipal, mas até o fechamento desta edição não obteve retorno sobre o assunto.