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Dona Quitita uma história de amor ao jornal

5 de outubro de 2020

APARECIDA LEITE DE MORAIS, 94 ANOS, LEITORA ASSÍDUA DA FOLHA. / Foto: Divulgação

Se você quiser ver Aparecida Leite de Morais, a Dona Quitita, irritada é quando, por algum motivo a Folha da Manhã não chega. A moradora de Alpinópolis, de 94 anos, assinante do Jornal há a mais de 20 é uma assídua leitora e diz não saber de qual parte gosta mais: ‘gosto de todas as editorias, principalmente quando conta a história de alguém, de um lugar’. Esta nonagenária inaugura o espaço Álbum do Leitor, que, quinzenalmente, aos domingos, vai trazer uma história interessante sobre um dos nossos assinantes. Dona Quitita, mulher carismática, religiosa, amável e um exemplo de vida, aos 94 anos é apaixonada por leitura, gosta muito de relembrar as histórias familiar e preocupada com a preservação das mesmas para as gerações mais novas. Questionada sobre as notícias que mais lhe chamaram atenção ao longo destes últimos 20 anos, ela é categórica em dizer que é impossível, pois gosta de ler o jornal inteiro. E, sobre a mudança gráfica ‘ficou bom para pegar, mas a página grande cabia mais informação’.

Dona Quitita nasceu em 15 de junho de 1926, em ÁLBUM DO LEITOR , Aparecida Leite de Morais Capitólio, filha de José Leite Machado e Amélia Leite de Morais. Neta paterna de João Pedro Machado e Emília Carolina de Jesus. Neta
materna de Domingos Leite da Cunha e Laura Gonçalves de Morais. Bisneto de Domingos Leite da Cunha
e Gertrudes Jacinta da Costa. Trineta de Domingos da Cruz Leite e Maria Angélica de Serafim/Nazareth. Trineta
de Silvério da Costa Pereira e Maria Perpétua de Faria (Pais de Gertrudes). Dados repassados pela própria
Quitita, que exibe com orgulho o Livro da Família Leite da Costa e Leite da Cunha, editado em 1974, a qual auxiliou o autor com dados dos familiares da cidade de Alpinópolis. Ela se casou em 10 de fevereiro de 1945, em Alpinópolis, com seu primo Sebastião Leite Mezêncio, o Tião do Nestor, que nasceu em 9 de agosto de 1918 e faleu em 14 de junho de 2003, em Alpinópolis, filho de Nestor Leite de Morais e Alice da Silva Mezêncio. A cerimônia matrimonial foi celebrada pelo pároco Cônego Vicente Bianchi.

Foi criada em Capitólio e, com 6 anos se mudou para Alpinópolis. Logo após, seu casamento passou a residir
na Fazenda Grotão, no então município de Passos, local que nasceram quatro de seus filhos. Conversar com
essa senhora é relembrar os tempos em que a família era o centro das atenções, sentar a beira de um fogão,
em volta de uma mesa e ter logos bate papos que adentravam a noite com a velha luz de lamparina. Em 1952, o casal deixou a Fazenda Grotão que adquiriam as terras da Fazenda Goiabeira, em Alpinopolis, onde permaneceu grande
parte de suas vidas e criaram e também facilitaram os estudos de seus filhos, pois ficava próximos a cidade
de Alpinópolis e o deslocamento para a escola e celebrações religiosas era realizado muitas vezes a pé pelo casal e filhos. Da união nasceram os filhos: Sebastião Leite Mezêncio Machado, o Padre Tiãozinho – falecido no Vaticano
e sepultado e Alpinópolis, Maria Terezinha Leite, Maria Dalva Mezêncio, Maria Genoveva Mezêncio, Alice Regina Leite, Amélia de Lourdes Mezêncio, José Domingos Leite, Laura Aparecida Mezêncio, Ângela Maria Leite e Rosana Maria de Morais Leite.

Dona Quitita, mulher carismática, religiosa, amável e um exemplo de vida, aos 94 anos é apaixonada por leitura, gosta muito de relembrar as histórias familiar e preocupada com a preservação das mesmas para as gerações mais novas. Todos os dias faz questão de fazer seu crochê e fazer a leitura, sem o uso de óculos.