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DiCaprio na Amazônia

27 de agosto de 2020

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, convidou o ator Leonardo DiCaprio a conhecer “como as coisas funcionam na Amazônia”. Mourão disse que as queimadas da região amazônica só ocorrem em “área humanizada”, e não na floresta. Ele também afirmou que apresentar resultados na área da preservação ambiental é a sua “maior angústia”.

O que você também vai ler neste artigo:

  • Marcha pela selva
  • Gravidade
  • Angústia
  • Desinformação
  • Estudos

Marcha pela selva

“Eu gostaria de convidar nosso mais recente crítico, o nosso ator Leonardo DiCaprio, para ele ir comigo a São Gabriel da Cachoeira, nós fazermos uma marcha de oito horas pela selva entre o aeroporto de São Gabriel e a estrada de Cucuí. E ele vai aprender em cada socavão que ele tiver que passar que a Amazônia não é uma planície e aí entenderá melhor como funcionam as coisas nesta imensa região”, afirmou Mourão em evento sobre desenvolvimento sustentável na Amazônia promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Gravidade

Na semana passada, DiCaprio disse, em uma rede social, que o presidente Jair Bolsonaro “duvidou publicamente da gravidade” dos incêndios na região e que há “preocupação crescente de que o desmatamento em andamento não esteja recebendo atenção suficiente”.

Angústia

O vice-presidente também afirmou que a sua “maior angústia” é a cobrança interna e externa por resultados do governo na área da preservação ambiental. “Óbvio que nós seremos julgados por nossos resultados e não por nossas intenções. E essa é a minha maior angústia o tempo todo. Nós temos que apresentar resultado. E os resultados estão centrados nos eixos de preservação, proteção e desenvolvimento sustentável.”

Desinformação

Para Mourão, há “muita desinformação sobre a Amazônia”. “Uma primeira coisa que tem que ficar clara: onde ocorre queimada na Amazônia é naquela área humanizada. A floresta não está queimando. No entanto, a imagem que é passada para o resto do Brasil e para a comunidade internacional é que tem fogo na floresta. Não adianta você mostrar o mapa da Nasa, o mapa do Inpe, que a turma não aceita o dado”, disse.

Estudos

Diversos estudos têm apontando que muito do que queima na região é de área recém-desmatada ou na própria floresta. No ano passado, cerca de 1/3 apenas foi nos tais locais “humanizados”, como define Mourão. Nota técnica do Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia divulgada no começo do mês revelou que 30% do fogo registrado na Amazônia ao longo do ano passado foi de incêndio florestal. Outros 36% estão associados ao manejo agropecuário e os demais 34%, a desmatamentos recentes.