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Dia do agricultor é comemorado hoje

28 de julho de 2020

Foto: Divulgação

PASSOS – Nesta terça-feira, 28, é comemorado o dia do agricultor. A data foi instituída no calendário anual em 1960, por meio do decreto de lei nº 48.630, assinado pelo então presidente Juscelino Kubitschek. Além de celebrar a importância do trabalhador do campo, a intenção era comemorar os 100 anos do Ministério da Agricultura.

Segundo dados disponibilizados pelo portal Agência Minas, há no Estado 607,5 mil estabelecimentos agropecuários e 1,8 milhão de pessoas que trabalham no campo. De janeiro a maio deste ano, o setor exportou US$ 3,5 bilhões, e a safra de grãos chegou a 15,4 milhões de toneladas. Em relação aos municípios da região, Delfinópolis destaca-se como o segundo maior produtor de bananas do Estado. A mesorregião Sul e Sudoeste de Minas produz cerca de 30% do café do Brasil.

Os dados explicam a importância do agricultor, que é uma peça fundamental para o funcionamento da sociedade, uma vez que produz alimentos e matéria-prima para fabricação de vários produtos, como afirmou o coordenador técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) de Passos, Edson Aparecida Gazeta. De acordo com ele, há aproximadamente 1050 agricultores só em Passos.

O agronegócio foi o único setor, no Brasil, que apresentou crescimento de 2019 para este ano na instalação de empresas, segundo a pesquisa IPC Maps. O aumento foi de 6,9% e deve-se à região Sudeste, que teve alta de 9% e registrou 52.354 novas empresas. Para o coordenador, esse número se reflete na região. No entanto, há uma peculiaridade neste ano imposta pela pandemia da Covid-19: a reinvenção do modo de trabalhar.

Se não existisse a figura do agricultor, não teria vida. Essa questão da pandemia foi uma questão nova, o setor da agricultura teve que mudar sua estratégia e houve muita televenda. Frente a uma dificuldade, o agricultor viu como alçar voos maiores. O mercado da agricultora é promissor. Esse atendimento on-line foi o que proporcionou muitas vendas aos agricultores. Não faltou alimento na mesa, eles não saíram do campo. É um campo que não pode retrair”, pontuou.

Para o agricultor José Horácio de Freitas, que atua há 25 anos no ramo, o reconhecimento que o setor tem tido é “gracioso”, visto que os preços das mercadorias produzidas na região estão indo bem, porém ele contou que “às vezes acontece mesmo de termos que vender abaixo dos nossos custos”.