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Desmatamento superou 10 mil km²

12 de junho de 2020

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou na terça-feira, 9, a consolidação dos dados do Prodes, o sistema que aponta o desmatamento oficial da Amazônia, referentes ao período de agosto de 2018 a julho de 2019, e indicou que a devastação da floresta no primeiro ano do governo Bolsonaro foi ainda maior do que a apontada previamente. No período, a Amazônia perdeu 10.129 km².

Taxa oficial

A taxa oficial atualizada agora representa uma alta de 34,41% em relação aos 12 meses anteriores e é simbólica por ter sido superior aos 10 mil km². Entre agosto de 2017 e julho de 2018, a perda havia sido de 7.536 km².

Processamento

Em novembro, uma prévia do Prodes havia indicado que o desmatamento tinha sido de 9.762 km². O novo dado é resultado do fim do processamento de todas as imagens de imagens de satélite disponíveis e consolidação dos dados sobre o chamado corte raso, em que ocorre remoção completa da cobertura florestal, foi maior. Essa atualização é normal no processo de análise do desmatamento da Amazônia. O Inpe sempre divulga uma estimativa em novembro e a taxa final alguns meses depois.

Pior taxa

Esta taxa é a pior observada na Amazônia desde 2008, quando o Prodes revelou uma perda de 12.911 km². Desde então, o desmatamento da região sempre esteve abaixo dos 8 mil km². O menor valor foi obtido em 2012: 4.571 km².

Expectativa

A expectativa de especialistas é o que período de 12 meses que se encerra no próximo mês de julho deve vir ainda maior. Um outro sistema de monitoramento do Inpe, o Deter, que faz alertas de onde estão ocorrendo desmatamentos a fim de orientar a fiscalização em campo, vêm indicando altas consecutivas de devastação desde agosto. Em apenas 10 meses, os alertas do Deter já respondem por 92% do observado nos 12 meses anteriores. Entre agosto do ano passado até 28 de maio deste ano, foi registrada a derrubada de 6.309 km². Nos 12 meses anteriores (de agosto de 2018 a julho de 2019), foram 6.844 km².

Alerta

Se em maio, de acordo com o Deter, o nível de alertas de 2020 já quase alcançou 2019, é de se imaginar que o Prodes também virá com uma taxa ainda mais alta que a do ano anterior.