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Delegado recorre a laboratório para agilizar investigação sobre Casmil

Por Ézio Santos/ Especial

6 de Maio de 2021

Felipe Capute solicitou auxilio para agilizar a conclusão do inquérito relativo a investigação da Casmil. / Foto: Divulgação

PASSOS – O delegado da Polícia Civil Felipe de Souza Capute, responsável pela operação ‘Consilium Fraudis, realizada dia 15 de outubro de 2020 e que culminou na apreensão de computadores, aparelhos celulares e diversos documentos da Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil), afirmou, nesta quarta-feira, que solicitou auxílio do Laboratório de Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil de Minas Gerais para intermediar junto ao Banco Central para agilizar a liberação de todos os dados necessários para concluir o Inquérito Policial (IP) relativo à investigação.

Nos próximos dias, será realizada outra representação pela Polícia Judiciária, agora no sentido de que a justiça autorize compartilhamento de provas com a Advocacia-Geral do Estado, para fins de análise de eventual ilícito tributário praticado pelos gestores da cooperativa envolvidos na operação”, finalizou o delegado.

De acordo com o delegado, o inquérito depende exclusivamente da autorização por parte do Banco Central (BC) do Brasil para desvendar os motivos que levaram a Diretoria Executiva da empresa a cessar a captação de leite dos cooperados, demitir todos os funcionários, fechar duas lojas veterinárias, dois postos de combustíveis, fábrica de produtos lácteos e a retirada dos maquinários, além da fábrica de ração.

Desde o início do ano, Capute revelou que possui provas documentais e substanciais para incriminar os responsáveis pela derrocada da Casmil que corre sério risco de ser liquidada.

A polícia judiciária civil representou pelo afastamento do sigilo bancário da cooperativa, cuja autorização ocorreu em outubro do ano passado pela Justiça Criminal de Passos. Entretanto, até o presente momento o BC não repassou os dados e movimentações necessários para continuar as investigações, notadamente para interrogar os envolvidos e ex-funcionários do setor financeiro”, afirmou.