Destaques Do Leitor

Debate

12 de novembro de 2020

Programei-me para assistir ao primeiro debate entre os candidatos a Presidente dos Estados Unidos em 2020. Levei para a sala de TV uma cadeira ergonômica e confortável para o bem da minha coluna já um pouco combalida. Como assistir a um bom jogo de futebol sem seu time do coração estar em campo, estava bem relaxado e tranquilo.

Confesso que não tenho simpatia pelo Presidente Trump por achá-lo inconsequente, irresponsável e algumas vezes mentiroso. Um debate tão mal organizado e ruim que me deu sono, mas aguentei firme. Na época, as pesquisas já apontavam um certo favoritismo para Joe Biden – candidato dos Democratas. Ouvi mentiras que ecoavam por todos os lados, com interrupções a todo momento, principalmente pelo atual presidente candidato a reeleição.

Mas uma declaração do Joe Biden tirou-me do sério quando ele ameaçou o Brasil. Caso eleito, vai enviar-nos recursos financeiros para tomarmos conta da floresta amazônica. Se o Brasil não conseguir atingir as metas impostas por ele, vai impor sanções econômicas ao Brasil. Senti-me ameaçado, ofendido, humilhado como brasileiro perante uma declaração de forma gratuita, infeliz, ciumenta e eleitoreira, coisa que suponho tratar-se de uma ameaça sem precedentes. Podemos até estar errados, mas o Brasil merece respeito.

E a Califórnia e tantos outros, por exemplo, possuir a maior emissão de gás carbônico do mundo entre todos os países? Dão os piores exemplos e querem pousar de bons mocinhos. “Aquele que dentre vós estiver sem pecado, seja o primeiro que atire a pedra”.

Flávio Josué Queiroz – Passos/MG


Eleições no Brasil

Vamos eleger prefeitos e vereadores no Brasil no próximo domingo. Durante a pandemia, nossa classe política não abriu mão do fundo partidário, uma dinheirama despejada nos partidos que fica nas mãos dos caciques das legendas. Hora de repensar seu voto. Não dê emprego e mordomias a quem deveria trabalhar, e não o fez, a quem deveria ter dado seu sacrifício abrindo mão de seus salários, e não o fez. O cidadão arcou com a pandemia como pôde, enquanto a classe política ficou de costas para o povo.

Izabel Avallone – São Paulo/SP