Destaques Literatura

Da matemática à poesia

Por Adriana Dias Da Redação

30 de outubro de 2020

A escritora Léa Bougleux de Andrade Hadad com a obra ‘Antologia de poesias, contos e crônicas’, publicado pela editora Scortecci, Casa da Poesia. / Foto: Divulgação

Natural de Bom Jardim, mas em Passos há 52 anos, Léa Bougleux de Andrade Hadad se considera passense. Ela trabalhou por longos anos como professora de matemática, mas, como autora, se encontrou na poesia. Ela teve sete de suas poesias publicadas no Volume 13, de 2020, na ‘Antologia de poesias, contos e crônicas’, publicado pela editora Scortecci, Casa da Poesia, de São Paulo. A publicação saiu no final de outubro. A poeta já havia participado do Volume 12 da Casa da Poesia, foram cinco poesias e um texto poético. Participou do ‘Valseando Palavras’, em 2019, pelos Escritores e Cia de Passos e região.

De acordo com Léa, o volume 13 tem 107 páginas com diversos autores que trazem poesias, poemas e crônicas. “Esta publicação era para ter saído há uns três meses, porém, fomos todos surpreendidos pelo óbito do poeta Renato Baptista. Fiquei feliz e triste, paradoxalmente. Feliz por fazer parte, como membro da Casa da Poesia e triste pela perda deste querido poeta que nos deixou tão precocemente. Ele foi criador e fundador da Casa da Poesia, foi membro fundador do Virtualismo Literário. Renato muito me entusiasmou e acreditou em mim como poeta. Portanto, só agora a obra foi impressa”, disse a autora.

A autora contou ainda que se sentia confiante com sua escrita, mas, não acreditava que seus escritos iriam pra frente, mas que o fundador presidente a incentivou.

Eu achava que não iria pra frente, apesar de confiar no meu trabalho. Poesia no Brasil é algo bem difícil. A gente escreve porque ama o que faz. A poesia é a nossa alma que flore e ou chora. Graças a Deus estamos aí e procurando deixar o mundo mais bonito”, afirmou.

Léa explicou que já aceitou o convite para a Antologia de 2021, feita pelo poeta coordenador Luciano Petricelli. Nesta 13ª Antologia os poemas publicados são: Quando Será?; Incógnita; N’algum Dia; Lua Branca; Quem? O que?; De volta ao meu Recanto; Assim Será.

Sobre ter seus poemas editados, a artista afirmou ser meio difícil falar a respeito. “Sinceramente eu pensava em até publicar o meu primeiro livro, mas estava meio sem coragem devido ao alto custo. Livro no Brasil é caro. Agora, vou realizar meu sonho. Ganhei confiança com os poetas amigos da Associação dos Escritores de Passos e Região, com as Antologias da Casa da Poesia e recentemente com os nobres Confrades e Confreiras da Academia Literária Internacional de Poetas e Escritores (Alipe), a Academia Virtual da qual sou acadêmica ocupando a cadeira 51 cujo Patrono é Olavo Bilac.A Patronesse da Academia é a grande Cora Coralina”, salientou a artista.

Léa contou também que via a receptividade que suas publicações tinham nas páginas da internet. “A pergunta, da matemática à poesia: não só foi feita por você jornalista, mas por vários colegas. Tive que voltar pra dentro de mim mesma e me analisar: por que eu fiz esta reviravolta? A sensação de ter os meus escritos publicados é deslumbrante. Algo de mim vai ficar quando eu partir. Alguém de mim se lembrará. Lembrará ou conhecerá por meio de uma fala, um conto, uma poesia. Isso não tem como descrever, só sentir. Está muito além do que podemos perceber. Vejo os autores e poetas que já se foram e ao mesmo tempo estão aqui tão presentes”, contou Léa.