Destaques Moda

Custo de produção

Por WAGNER PENNA / Especial para a Folha

21 de setembro de 2020

A atriz mineira Erika Januza será a embaixadora da primeira edição da Brasil Digital Fashion Week. / Foto: Divulgação

O disse-me-disse na semana que passou foi sobre o aumento da matéria-prima (vale dizer, fios e fibras) para o setor têxtil- algo em torno de 35%. O vilão seria o algodão brasileiro – que subiu de preço por causa das exportações e pelo custo dos insumos. Embora os motivos sejam muitos, o fato é que o período da pandemia desestruturou toda a cadeia produtiva têxtil. No caso dos tecidos, a importação do produto (maioria vem do Oriente) foi descontinuada e voltou com preços maiores. No nosso mercado, as novidades sumiram – e as que ficaram, estão mais caras.
Tudo isso, levará, inevitavelmente, a um aumento também no produto final, isto é, nas roupas vendidas nas lojas ou através dos ‘marketplaces’. As vendas de verão podem confirmar, ou não, essa previsão.

VAIVÉM

A primeira edição da Brasil Digital Fashion Week , que será realizada na próxima semana, de 21 a 25 de setembro, tem como embaixadora a atriz Erika Januza – que é de Contagem. A programação do evento terá, entre outras atrações, palestras do consultor de mercado de luxo Carlos Ferreirinha, o arquiteto Júlio Takano, responsável por inúmeros projetos disruptivos de lojas de varejo, o diretor do IEMI – Inteligência de Mercado, Marcelo Prado, além de Alzira Vasconcelos, Vander e Paolinha Martins (Skazi), Jonas Bovolenta (Sebrae), Marcelo Carneiro (CDL-BH), Breno Koscky e vários outros convidados. Tem desfiles também e, para assisti-los, basta entrar no www.bdfw.com.br
A estilista uruguaia Gabriela Hearst foi a indicada de 2020 para o prêmio do Conselho de Estilistas de Moda dos Estados Unidos (CFDA) para vestuário feminino. Ela fundou sua empresa há apenas cinco anos e se destacou frente a grandes nomes da moda – já que seus rivais eram Brandon Maxwell, Tom Ford, The Row e Marc Jacobs. Ela foi criada no norte uruguaio e mora em Nova York

PONTO FINAL

O politicamente correto chegou à maquilagem. Um batom lançado em 2014 (ano da Copa do Mundo) nos Estados Unidos leva o nome de ‘Kiss Me I’m Brazilian’ (algo como ‘me beija sou brasileira’) mas, agora, é alvo de protestos das feministas. Tem até abaixo-assinado com mais de 10 mil adeptos nas redes sociais. Mas há outros nomes duvidosos, como o‘Red Hot Rio’. E o que dizer da depilação com cera quente, ‘naquela’ região, que nos States chama-se Brazilian Wax?