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Cruzeiro teve temporada de fracassos em 2020

4 de janeiro de 2021

Por meio de nota, clube culpou Covid-19 e bloqueios judiciais por pendências. / Foto: Divulgação

BELO HORIZONTE – A temporada de reconstrução do Cruzeiro ficou marcada pelo iminente fracasso no retorno imediato à primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Ainda que exista pequena probabilidade de acesso (0,35%, segundo a UFMG), o time praticamente jogou a toalha na reta final da Série B. A seis rodadas para o término da competição, a distância para o atual quarto colocado, Cuiabá, é de dez pontos (51 a 41).

O andamento do campeonato mostra que a Raposa só beirou as colocações de cima quando arrancou com vitórias nas três primeiras rodadas. No mais, colecionou resultados ruins e ficou no Z4 no turno, a ponto de ocupar o penúltimo lugar, com 13 pontos, na 15ª rodada. Com a chegada do técnico Luiz Felipe Scolari, houve uma melhora, mas a equipe voltou a estagnar e deve passar mais um ano na B.

É fato que o início com seis pontos a menos, consequência de uma punição aplicada pela Fifa, complicou a vida do Cruzeiro. Por outro lado, o time abusou dos tropeços como mandante, seja no Mineirão ou no Independência. Em 16 partidas até aqui, foram cinco vitórias, seis empates e cinco derrotas. O aproveitamento de 43,75% em casa é o terceiro pior da competição.

Fora do campo, o clube conseguiu se organizar em alguns pontos administrativos e financeiros, como o pagamento de cerca de R$32 milhões em dívidas na Fifa, os acordos trabalhistas e o parcelamento dos débitos com a União. Em contrapartida, atletas e funcionários seguem com remunerações em atraso e vivem cenário de incerteza em relação aos próximos meses.


Reformulação

Com a queda para a Série B, em 2019, o Cruzeiro foi obrigado a enxugar a folha de pagamento, fechada em cerca de R$15 milhões. Muitos jogadores acabaram emprestados ou negociados em definitivo, como o lateral Egídio, o zagueiro Manoel, os volantes Henrique e Jadson, os meias Rodriguinho e Marquinhos Gabriel e o atacante Sassá.

Houve quem entrasse na Justiça contra o clube sob alegação de pendências salariais, casos do goleiro Rafael, do zagueiro Fabrício Bruno, do volante Éderson e dos atacantes David e Fred.  E os que ficaram – o goleiro Fábio, o zagueiro Léo, o lateral Edilson e o meia Robinho – aceitaram repactuar os vencimentos dentro de um teto de R$150 mil. Com todas as negociações costuradas, o conselho gestor que administrava a Raposa estimava uma redução das remunerações para aproximadamente R$5 milhões.