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Cruzeiro terá que desembolsar cerca de R$14 mi para evitar transfer ban

13 de julho de 2021

Foto: Divulgação

BELO HORIZONTE – Impedido pela Fifa de registrar atletas há 10 dias por uma dívida não paga pela compra de Arrascaeta, em 2015, o Cruzeiro terá de desembolsar uma grande quantia de dinheiro para evitar que o transfer ban seja prolongado.

É que o clube, em julho, irá sofrer um novo impedimento de registro de atletas se não desembolsar 1,145 milhão de dólares (hoje R$ 6 milhões) pela compra do atacante Riascos, em 2015. A dívida foi contraída junto ao Morelia, hoje com o nome de Mazatlán, no México.
A punição também é o impedimento para o registro de atletas. Em 1º de julho, o presidente da Raposa, Sérgio Santos Rodrigues, adiantou ao ge esta probabilidade de ser punido e a falta de recursos, no momento.

O clube mineiro também precisa pagar a dívida com o Atlético-AC pelo empréstimo do atacante Careca, em 2017. O atacante nunca foi utilizado no profissional, e a sentença na Câmara Nacional de Resoluções e Disputas (CNRD) é para o pagamento de cerca de R$ 900 mil.
A condenação ocorreu em abril, mas o Cruzeiro ainda não realizou o pagamento. Recorreu à Justiça de Minas Gerais para questionar a legitimidade da CNRD para julgar o caso e anular os efeitos da decisão.

Os casos de Riascos e Careca somados à dívida de Arrascaeta (R$ 7,19 milhões) chegam a R$ 14,1 milhões para o Cruzeiro ter de somar para realizar os pagamentos e se ver livre do prolongamento dessas punições. Neste momento, o clube disse não ter uma solução financeira para os casos.

O ponto de preocupação do Cruzeiro, em termos de punição, é o caso de Denilson. O clube tenta regularizar a venda do imóvel da Campestre II para obter pouco mais de R$ 13 milhões para realizar o pagamento de cerca de R$ 5,3 milhões ao Al-Wahda, dos Emirados Árabes para evitar a punição de ser rebaixado à Série C do Brasileiro.