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Cruzeiro tem 113 ações trabalhistas

12 de junho de 2020

Por meio de nota, clube culpou Covid-19 e bloqueios judiciais por pendências. / Foto: Divulgação

BELO HORIZONTE – O Cruzeiro vive uma enxurrada de ações na Justiça do Trabalho de Belo Horizonte, nos últimos meses, o que tem provocado, em alguns casos, bloqueios de valores na conta e que tem influenciado até no pagamento dos salários de funcionários e atletas. Atualmente, são 113 casos ativos discutidos na Justiça. Com um grande volume, o clube contratou um escritório de advocacia de Belo Horizonte para atuar nos processos.

Nos últimos dias, movimentações processuais na Justiça do Trabalho mostraram a inclusão de advogados membros do escritório Ferreira e Chagas Advogados. Eles estão cadastrados conjuntamente com membros da superintendência jurídica do clube, agora com Flávio Boson à frente. Foi Boson quem procurou o escritório, segundo apurou a reportagem.

Dos 113 processos ativos, 36 surgiram nos primeiros seis meses de 2020. Boa parte deles ligadas a jogadores do time profissional, ex-membros da comissão técnica e até de diretores, como foi o último caso que veio à tona, de Amarildo Ribeiro, ex-diretor da base, que pede mais de R$ 577 mil na Justiça.

Há também de funcionários, que também reclamam os atrasos nos pagamentos e do não cumprimento das rescisões dos contratos de trabalho. Assim como os profissionais do futebol. O passivo trabalhista é uma das grandes preocupações da diretoria do clube mineiro neste momento. Nos últimos quatro anos, são 84 processos. E eles vêm crescendo ano a ano.

Até então, era o departamento jurídico do clube que vinha cuidando das questões trabalhistas do clube. Mas agora passará também estar sob vista do escritório de advocacia, cujo um dos serviços descritos no site da empresa é:

especializado em soluções jurídicas de contencioso de altos volumes. Por meio de sistemas próprios de inteligência processual, que asseguram um controle preciso de fluxos, processos e dados, garante a seus clientes resultados significativos com qualidade e segurança jurídica”.