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Cruzeiro aciona STJD para ‘contabilizar punição’ e liberar público na capital

30 de julho de 2021

Torcida do Cruzeiro ainda não pode retornar aos estádios:/ Divulgação.

BELO HORIZONTE – O Cruzeiro acionou o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta quinta-feira, 29, para contar compúblico durante os jogos da Série B do Campeonato Brasileiro, conforme regulamentação da prefeitura de Belo Horizonte, que liberou 30% da capacidade total dos estádios Mineirão e Independência.
O pedido principal do Cruzeiro na Medida Inominada é que a contagem dos cinco jogos de punição com portões fechados, imposta ao clube pelo STJD em 2020, passe a contar já na partida desta sexta-feira, às 21h30, contra o Londrina, pela Série B. Isso se deve, justamente, pela autorização local da PBH para que os eventos esportivos recebam público.

Os jogos seguintes do Cruzeiro com “portões fechados”, em cumprimento da punição, seriam contra Vitória (11/8, pela 17ª rodada); Sampaio Corrêa (14/8, pela 18ª rodada); Confiança (20/8, pela 20ª rodada) e Ponte Preta (7/9, pela 23ª rodada). O pedido do Cruzeiro foi encaminhado para análise do presidente do presidente do STJD, Otávio Noronha.
O Cruzeiro precisa cumprir cinco jogos de punição pelos incidentes na reta final da Série A de 2019. Em junho de 2020, o Pleno do STJD confirmou a pena de três jogos com portões fechados pelos incidentes no duelo contra o Palmeiras, que selou o rebaixamento do Cruzeiro à Série B do Campeonato Brasileiro. Antes, o clube já havia sido punido por episódios semelhantes nos jogos contra Atlético e CSA, ambos também na Primeira Divisão.

Nas três oportunidades, mas especialmente contra o Palmeiras, o Gigante da Pampulha virou uma praça de guerra. Vários torcedores manifestaram reação de fúria e depredaram o estádio arremessando cadeiras e bombas. A Polícia Militar interveio na confusão com tiros de bala de borracha e uso de gás de pimenta. Nos arredores do Mineirão também houve cenário de muita selvageria.

Para que o público compareça aos jogos nacionais, é preciso aval da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que ainda não se posicionou de forma favorável ao assunto. A entidade quer esperar para que todos os clubes recebam os torcedores simultaneamente. Por enquanto, nas grandes cidades, apenas BH e Brasília