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Contornando dificuldades

23 de junho de 2020

Este assunto, temos certeza, ajudará até mesmo os leitores ‘não estudantes’, pois neste mundo moderno, cada vez mais exigente e sem tempo, temos que estar nos atualizando sempre, procurando evoluir em nossas profissões ou, até mesmo, melhorar nossa qualidade de vida, através da busca do conhecimento.

A escola ensina adição e subtração, ensina a memorizar as fórmulas químicas das substâncias e como efetuar cálculos na Física e na Matemática, mas os ensina, normalmente, dissociados da realidade dos alunos. O aluno aprende o nome da capital da Bélgica, dos rios que atravessam o Brasil, dos planetas que compõem o sistema solar, o ciclo da chuva, a vida das plantas e a temperatura em que a água ferve, etc. São muitos os conhecimentos e informações que se transmitem às crianças e aos jovens e nos parece óbvio que todas elas devam ser apreendidos de maneira natural e agradável pelos alunos.

No entanto, o que se percebe é que, por diversos motivos, eles não conseguem assimilar tudo isso tão facilmente. Fatores como a imaturidade, os apelos externos da vida moderna, próprios da idade, e a qualidade das aulas, entre outros, impedem a assimilação eficaz de tantos conhecimentos; mas, como resolver isso?

Não vamos entrar aqui no mérito dos currículos, dos programas, dos métodos, da interdisciplinaridade, das exigências do vestibular, e de tantas outras questões que filósofos e pedagogos têm trazido à baila para serem discutidas, no intuito de tornar a educação mais eficaz e atraente.

Entra em questão, neste momento, outro assunto: o ‘planejamento’, que sabemos ser tão necessário, em qualquer atividade ou empreendimento, particularmente, no ambiente escolar.
O planejamento do estudo exige o autoconhecimento, ou seja, se uma pessoa precisa de silêncio para estudar, para aprender, respeite-se. Não é porque alguns estudam com o som ligado, que todos devam fazer o mesmo. Muitas pessoas aprendem melhor falando; outras, ouvindo; umas, lendo; outras escrevendo. Existem aquelas que precisam comer ou mastigar para conseguir aprender, outras que produzem melhor pela manhã, e ainda as que só conseguem pensar à noite. Cada um deve encontrar seu próprio caminho, mas que ele seja claro, bem definido, e que seja mantido com a perseverança de um ‘monge’.

Outro fator importante é que, mesmo que cada pessoa tenha um estilo de estudar, existem alguns pressupostos que são essenciais para todos: iluminação, ventilação, postura física e sono.

Um local bem iluminado evita que se forcem a vista e o cérebro além do necessário. Ar puro é fundamental porque o organismo precisa de oxigênio para funcionar bem. A postura do corpo deve ser natural e confortável para facilitar a circulação sanguínea e prevenir o cansaço, as dores e dormências. Como já está cientificamente comprovado, quem dorme pouco aprende menos, porque a memória não funciona bem quando se está com sono.

Mais um recado: cafés e outros estimulantes atrapalham mais do que auxiliam. Muitas vezes, essas drogas destroem alguns neurônios importantes, prejudicando a “máquina de pensar”, o principal instrumento de estudo.

É importante, também, ter consciência de que nada é mágico ou milagroso. Mesmo que se encontre um caminho agradável de estudar, é preciso ter também um mínimo de disciplina, perseverança e empenho pessoal para que tal tarefa produza frutos. A disciplina começa com a organização de horários. Nada muito rigoroso, mas algo que permita, ao menos, distribuir as tarefas dentro do tempo que se tem.