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Consumo de cerveja cai 17% em hotéis, restaurantes e bares

2 de março de 2021

Foto: Divulgação

PASSOS – No ano passado, o consumo de cerveja em bares, hotéis e restaurantes, na região, caiu 17% em relação a 2019. Segundo o diretor do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes e Bares (SindiHorb), Aliomar Santos do Nascimento, o motivo da queda foi a pandemia do novo coronavírus e as restrições impostas ao no comércio, principalmente no segmento de turismo.

Todos os setores foram fortemente atingidos. Tivemos um levantamento, a nível regional, considerando Passos, São Sebastião do Paraíso, Capitólio e mais 21 cidades, que apontou uma queda em serviços e consumo de até 60%. Os encerramentos de empresas nos setores de hotéis, restaurantes e bares foram de cerca de 25%, sendo que em cada dez postos de trabalhos, um corresponde diretamente ao turismo. Especificamente em relação a cervejas, a queda foi de 17% na região”, afirmou Nascimento.

Para Aliomar, as expectativas para os próximos meses são de dificuldades.

Neste ano, no setor de hotéis, por exemplo, devido aos decretos, que proibiu ônibus e vans, muitos já estão amargando grande prejuízo e isso leva um reflexo diretamente aos setores de restaurantes, bares, etc. Não há planos ou alternativas para evitar ainda mais o declínio, pois muitos desses estabelecimentos são pequenos e sem acesso a crédito. Precisamos de ajuda, que envolva o setor público, e não temos tido nenhuma sinalização para que isso aconteça”, disse o diretor.

A empresária Edna Maria Barbosa Lausada, proprietária de um restaurante, confirma que, por conta das restrições no funcionamento, o consumo no local caiu.

Com toda a certeza, o aproveitamento de cervejas em casa aumentou. Enquanto meu restaurante esteve fechado devido à pandemia, houve queda de quase 90%. Depois, quando voltamos com restrições, o número foi para 60% e, agora, estamos trabalhando com 50% do que era antes. Não considero que a queda foi causada por conta de preço ou algo do tipo, mas, por conta da pandemia e restrições”, disse.

Segundo ela, há muitos representantes comerciais e de turismo que comem no restaurante e é perceptível a queda. Para Edna, até o meio de 2021, o mercado deve continuar a registrar queda, mas a expectativa é que, a partir do meio do ano, a situação deve melhorar.