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Consumidores reclamam do valor das cestas de Natal

Por Nathália Araújo / Redação

4 de dezembro de 2020

Entre os itens que receberam os maiores reajustes está o panetone, que chega a custar 20% a mais. / Foto: Divulgação

PASSOS – Com a aproximação das festas de fim de ano, muitos consumidores já começaram a analisar o valor cobrado pelos produtos típicos da época, especialmente os itens que compõem as cestas de Natal, como frutas secas, panetones, castanhas, vinhos e champanhes. De acordo com o balanço da Associação Mineira de Supermercados (Amis), na comparação com o ano passado, os kits receberam reajustes entre 5,32% e 15% no estado – o fator que mais influencia nas avaliações é a constante alta do dólar.


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Consumidores ouvidos pela Folha destacaram que estão insatisfeitos com os valores apresentados nas prateleiras. Nos estabelecimentos consultados na quinta-feira, 3, as cestas natalinas mais simples variavam de R$65 a R$79,95, enquanto as mais requintadas, e que reúnem mais produtos, chegavam a R$119,90. Segundo os responsáveis pelos supermercados que participaram do levantamento, o panetone está entre os produtos que receberam os maiores reajustes, com aumento de até 20% no preço de custo.

A autônoma Maria Ângela Franco conta que uma boa estratégia para economizar é dividir os gastos das compras entre os familiares.

Durante esta época as coisas já costumam ficar mais caras, mas este foi um ano atípico e não podemos abusar. Em minha casa, vamos nos reunir apenas entre os irmãos para celebrar o Natal, até porque ainda estamos em meio à pandemia, mas cada um ficou encarregado por comprar uma coisa e, assim, não deve pesar tanto”, contou.

Para José Antônio Soares de Oliveira, servidor público, o melhor é optar por marcas menos conhecidas.

Os produtos são os mesmos, por exemplo, o milho não vai deixar de ser milho só porque não comprei do mais caro. O fim do ano não pode passar em branco, principalmente este 2020 que foi tão complicado para o mundo todo. Acho que se encontrarmos formas de economizar sem que nada falte na mesa, já está ótimo. O mais importante é estar com pessoas que amamos e agradecer por tudo o que se passou desde janeiro”, destacou.

Justificando os preços das mercadorias, Daniel Pereira, gerente de um supermercado localizado no centro de Passos, explica que a alta vem dos fornecedores e, caso não seja repassada, a empresa perde boa parte dos lucros.

Pagamos impostos altíssimos e isso já deixa os brasileiros bem revoltados, mas infelizmente os valores das mercadorias não são definidos aqui. As indústrias enfrentam a indisponibilidade de algumas matérias-primas para produzir as mercadorias e isso requer maiores investimentos, então é uma reação em cadeia. Esperamos que a situação melhore, mas por enquanto não há muito o que ser feito”, esclareceu.

Renata Lemos Pimenta, sócia-proprietária de uma empresa do mesmo segmento, diz que também não está contente com os valores cobrados pelos itens natalinos, uma vez que pode diminuir a quantidade de vendas.

Quem trabalha com comércio sabe como este ano foi difícil e o fim do ano é uma boa época para trabalhar. Com os preços nas alturas, provavelmente as pessoas vão comprar menos. A crise econômica chegou para todos e sempre buscamos alternativas que não pesem tanto no fim do mês, mas espero que isso mude o mais rápido possível”, disse a empresária.

Além dos produtos que aparecem nas cestas, o reajuste no valor cobrado pelas carnes mais procuradas no fim do ano aumentou significativamente, visto que as vermelhas tiveram alta de 23,53%, enquanto o preço de aves como frango e peru registrou uma elevação de 19,19%.