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Consumidores reclamam de preços de produtos de Natal

Nathália Araújo / Redação

4 de dezembro de 2021

Em Passos, o valor Cobrado pelas cestas mais simples variam entre R$54,90 e R$79,95

PASSOS – Levantamento feito pela Folha da Manhã nesta quinta-feira, 2, aponta que a maioria dos consumidores entrevistados está insatisfeita com o preço de cestas e produtos de Natal em Passos. Em estabelecimentos comerciais consultados pelo jornal, os valores cobrados pelas cestas variam de R$54,90 a R$79,95, podendo chegar a R$149,90 em casos de kits mais sofisticadas. Segundo representantes de supermercados pesquisados, o panetone está entre os produtos que tiveram os maiores reajustes, de ate 20%, no valor de custo. De acordo com um balanço feito pela Associação Mineira de Supermercados (Amis), no comparativo com o ano passado, as cestas de Natal tiveram reajuste entre 5,32% e 15% em Minas e a alta do dólar tem impactado preços de produtos importados, como castanhas e bebidas, por exemplo.

A autônoma Maria Angélica Franco conta que uma boa estratégia para economizar é dividir os gastos das compras de Natal entre os familiares. “Durante esta época, as coisas já costumam ficar mais caras, mas este ano não podemos abusar. Em minha casa, vamos nos reunir apenas entre os irmãos para celebrar o Natal, até porque a pandemia ainda não acabou, mas cada PASSOS – O valor da cesta básica teve redução de R$8,71 em dezembro em Passos. Segundo pesquisa realizada pelo Procon da Câmara Municipal entre os dias 1º e 3 deste mês, a cotação feita com os produtos mais em conta ficou em R$250,66. No mês passado, o valor apurado pelo Procon-Câmara ficou em R$259,37.

Já na cesta com os produtos mais caros, a redução foi de R$0,09, e os valores passaram de R$389,57, em novembro, para R$389,48. O levantamento é realizado em nove estabelecimentos na cidade. Segundo o Procon-Câmara, dos 30 produtos averiguados, considerando os menores preços, 13 tiveram aumento, 11 sofreram redução e seis não tiveram variação em relação a novembro. Na cesta com os um ficou encarregado por comprar uma coisa e, assim, não deve pesar tanto”, disse. Para o servidor público José Antônio Soares de Oliveira, uma estratégia é optar por marcas menos conhecidas. “Os produtos são os mesmos, por exemplo, o milho não vai deixar de ser milho só porque não comprei do mais caro. O fim do ano não pode passar em branco e acho que se encontrarmos formas de economizar sem que preços mais altos, nove itens apresentaram queda nos preços em dezembro, 12 registraram aumento e nove não tiveram alteração. De acordo com o Procon-Câmara, a maior redução foi verificada no preço do queijo muçarela, que baixou de R$35,99 para R$28,99, cerca de 20%, na cesta com os preços mais baratos, e de R$43,90 para 42,90 na cesta com os valores mais altos.

A diferença entre o valor das cestas pesquisadas pelo Procon-Câmara foi de R$ 138,82 neste mês. Segundo o órgão, em 2020, em dezembro do ano passado, o valor da cesta básica dos produtos com menores preços foi cotada em R$ 230,18, o que representa um aumento de 9,69% em 2021. nada falte na mesa, já está ótimo. O mais importante é estar com pessoas que amamos e agradecer por tudo o que se passou desde janeiro”, afirma Oliveira. Dionnes Pereira, gerente em um supermercado em Passos, afirma que a alta nos preços de produtos típicos de Natal vem dos fornecedores e, caso não seja repassada, a empresa perde boa parte dos lucros.

“Pagamos impostos altíssimos e isso já deixa os brasileiros bem revoltados, mas infelizmente os valores das mercadorias não são definidos aqui. As indústrias enfrentam a indisponibilidade de algumas matérias -primas para produzir as mercadorias e isso requer maiores investimentos, então é uma reação em cadeia. Esperamos que a situação melhore, mas por enquanto não há muito o que ser feito”, disse.

Roberta Cristina Dias, sócia-proprietária de uma empresa que atua no segmento de varejo, afirma que a expectativa é que os consumidores comprem menos por conta dos preços dos produtos.

“Quem trabalha com comércio sabe que o fim do ano é uma boa época para trabalhar mas, com os preços nas alturas, provavelmente as pessoas vão comprar menos. A crise econômica chegou para todos e sempre buscamos alternativas que não pesem tanto no fim do mês, mas espero que isso mude o mais rápido possível”, falou a empresária.