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Confúcio, o filósofo chinês

POR LUIZ GUILHERME WINTHER DE CASTRO

25 de janeiro de 2021

Confúcio foi um filósofo chinês que viveu entre 551 ou 552 a.C e 479 a.C. Seus pensamentos são notáveis e conhecidos no mundo todo. Talvez nunca tivesse imaginado que seu povo seria escravo um dia, dominado por um terrível regime comunista. Deixando pra lá o lado perverso do regime político da China, cujo povo escravizado merece nosso respeito e consideração, pois, são vítimas, veremos um pensamento do filósofo Confúcio, que se vivo fosse, acredito que estaria totalmente decepcionado.

Vejamos seu pensamento: “Se seu plano é para um ano, plante arroz. Se seu plano é para daqui dez anos, plante árvores. Mas, se seu plano for para durar cem anos ou mais, eduque as crianças.” – Vamos por etapas.
Se seu plano é para um ano, plante arroz.

Ter plano para um ano apenas, sendo que os dias passam tão depressa, não é fazer um bom planejamento, é pouco. A não ser que a vida esteja tão complicada e difícil, com momentos tão terríveis, que não permitam planejar por período maior. Seria a lei da sobrevivência, comemos hoje o que colheremos amanhã, ou ainda, gastamos hoje o que ganharemos amanhã. Acredito que o filósofo esteja dando uma liçao para as pessoas acomodadas, que pensam apenas no dia de amanhã e não num longo futuro.

Estão satisfeitas com muito pouco. Não significa que devam ser gananciosas, mas, previdentes, sabendo que a vida não tem prazo de validade, podemos viver muitos anos. Portanto, devemos ser cautelosos e eficientes nas previsões de nossa vida. Nada de pensar só no amanhã, mas, no depois e depois, apesar das incertezas que possam surpreender. O arroz, alimento típico do mundo asiático, demonstra, aqui, que a pessoa ficará satisfeita apenas estando de barriga cheia, o futuro será assunto para se pensar depois. Será? “Se seu plano é para daqui dez anos, plante árvores.

Pensar para daqui dez anos, já exige um pouco mais de sabedoria, de bom senso, de raciocínio. Daí, o plantar árvores é ajudar a natureza a sobreviver, porque as árvores significam vida e são importantes também para a nossa sobrevivência, pois dependemos da natureza para termos qualidade de vida.

Mas, é preciso saber que, além de plantá-las, devemos manter as que já existem e recuperar as matas que foram devastadas. As árvores são tão importantes para a natureza como são também para nós. É da natureza que vivemos. Sem árvores e sem vegetação alguma, o planeta será um imenso deserto. Todavia, não se pode esquecer do arroz também! “Mas, se seu plano for para durar cem anos ou mais, eduque as crianças.

Maravilhoso conselho este. Deveria ser seguido por todos os povos do mundo, em todas as épocas. Infelizmente, as desvirtudes que acometem uma imensidão de pessoas, não permitiram e continuam a não permitir a sua efetiva prática. Há honrosas e poucas exceções no decorrer da história da humanidade. A verdadeira educação, aquela que afirmamos ser a base, a que vem de casa, da família, até ela está problemática. A vida humana, com a modernização e as cobranças que ela passou a exigir das pessoas, fez com que as famílias tivessem cada vez menos tempo para educar os filhos.

A educação, que deveria ser de casa, foi ficando a cargo das escolas, que, realmente, não dão conta da tarefa, por mais que tentem e consigam algum proveito. É claro que não podemos generalizar, há um bom número de famílias que ainda consegue educar seus filhos. Há aquelas que não conseguem educar tão bem, mas há as que têm sucesso numa boa orientação. Para muitos jovens, a vida, às vezes, educa. Muitos aprendem “apanhando”, errando e, portanto, se educando.

É um processo doloroso, muitas vezes! O instinto humano também age nas pessoas. Ou a pessoa segue o caminho certo, que o juízo e o instinto clamam, ou se desvia totalmente, pagando no futuro pela escolha equivocada. O filósofo, já naquela época, sabia que o mundo só tem um caminho para a paz e a boa convivência: a educação. Podemos acrecentar aí a escolaridade e as profissões, como complementos.

LUIZ GUILHERME WINTHER DE CASTRO professor de oratória e de técnica vocal para fala e canto em Carmo do Rio Claro/MG, ex-professor do ensino técnico comercial formado no Curso Normal Superior pela Unipac.