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Confederações refazem seus planos com ampliação do ciclo olímpico para 2021

20 de abril de 2020

SÃO PAULO – Com a alteração na data dos Jogos de Tóquio, que agora começarão em 23 de julho de 2021 (um ano depois da data inicialmente programada), as confederações esportivas brasileiras estão tendo de repensar o planejamento para o ciclo olímpico, que agora terá cinco anos e não quatro. Mas, por causa da pandemia de coronavírus, que obrigou o cancelamento de muitos eventos, as entidades estão tendo de esperar para redefinir suas agendas de competições e treinamentos para quando a situação no mundo se normalizar.

A Confederação Brasileira de Judô (CBJ), que costuma ter bons resultados olímpicos, estima que terá de outubro deste ano até julho do próximo um investimento de aproximadamente R$ 5 milhões, considerando que a cotação do euro fique por volta de R$ 5,00 e do dólar em R$ 4,60, para um calendário com 29 ações, que incluem competições e treinos.

Todos esses custos são arcados pela CBJ, com recursos da verba que recebe do Comitê Olímpico do Brasil (COB) via repasse das loterias federais, projetos incentivados e patrocínio privado. Nessas ações, a entidade custeia o pagamento de passagens aéreas, hospedagem, alimentação e taxas de inscrição dos atletas Como a classificação olímpica via ranking ainda não foi fechada, a presença nas disputas internacionais é de suma importância.

Outra entidade que vem tendo sucesso é a Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa). Ela apontou que a mudança de data dos Jogos foi o melhor cenário para o esporte e garantiu que fará o possível para que atletas como Isaquias Queiroz, Erlon de Souza e Ana Sátila, entre outros, cheguem em Tóquio nas melhores condições possíveis.

“A CBCa avalia que haverá mudanças na programação dos treinos dos nossos atletas em virtude do adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Em consequência disso, também avaliamos que teremos impactos financeiros, mas ainda não foram totalmente mensurados”, afirma a entidade.

A ausência de um novo calendário internacional também atrapalha os planos da Confederação Brasileira de Skate (CBSk), que deve estar com 12 atletas em Tóquio e tem tudo para subir muitas vezes ao pódio. Apesar de não ter tantos recursos como as entidades mais tradicionais, ela oferece auxílio nas viagens com o pagamento de passagem aérea, hospedagem e diárias dos skatistas.