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Concurso municipal premiará produtores com selo “O Paraíso dos Cafés Finos”

16 de setembro de 2020

Foto: Divulgação

S. S. PARAÍSO – Outro projeto do Executivo que deu entrada na Câmara prevê a criação do selo “O Paraíso dos Cafés Finos” para valorização do produto municipal. A matéria visa a comprovar a procedência e qualidade dos grãos de café no município, conforme orientações técnicas de excelência. Ela foi encaminhada para análise das Comissões de Finanças, Justiça e Legislação e Agricultura, Indústria e Comércio.

O projeto de lei determina que a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agropecuário será a responsável pela realização do Concurso Municipal Café de Qualidade. Os primeiros 20 lotes classificados em suas respectivas categorias receberão o selo “O Paraíso dos Cafés Finos”, com certificado e laudo de classificação. Podem concorrer todos os cafeicultores que tenham sua produção em São Sebastião do Paraíso. Os premiados poderão realizar a publicidade de seu café da safra classificada no concurso do referido ano, a fim de agregar valor na comercialização de seus lotes.

Para realizar esses objetivos, a proposta ainda autoriza a Prefeitura a firmar parcerias com cooperativas de cafeicultores, armazéns, corretoras, sindicato dos produtores rurais, empresas e instituições de ensino. De acordo com justificativa do Executivo anexa ao projeto, dados da Emater/MG apontam que São Sebastião do Paraíso possui em torno de mil propriedades produtoras de café, o equivalente a 15.862ha de área plantada.

A produção cafeeira do município compõe boa parte da produção nacional de cafés finos, sendo que 78% do café produzido no município é exportado para os países de maior exigência em qualidade, como Japão e Itália”.

Dessa forma, a criação do Selo pretende dar identidade ao Município como sendo produtor de cafés finos, agregando valor ao café produzido e permitindo seu amplo reconhecimento.

Desse modo, os consumidores que adquirirem o produto podem ter a certeza que a intenção não é somente comprovar que os grãos foram colhidos, secados e beneficiados de forma adequada, mas sim, que foram produzidos com a utilização de tratos culturais, conforme orientações técnicas de excelência”.