Destaques Do Leitor

Compartilhar

10 de julho de 2021

O verbo compartilhar que tem por definição dividir algo com alguém, nunca esteve tão em alta como nos dias de hoje. Algumas razões apontam para que isso esteja acontecendo, entre elas, destaco a internet e a pandemia. Recebemos algo que julgamos interessante pelas redes sociais. Logo estamos compartilhando com as pessoas do nosso convívio. Essa prática tem sido muito positiva pelo fato de oportunizar as pessoas a interagirem, despertando para a iniciativa do compartilhamento, ainda que sejam apenas mensagens.

Antes do advento das plataformas das redes sociais não era comum vermos tanta interação e compartilhamento, e isso muitas vezes tem provocado uma conexão positiva entre as pessoas, sobretudo quando o conteúdo das mensagens é agregador. Evidente que existem os compartilhamentos sem nenhum conteúdo moral e muitas vezes mensagens que não revelam a verdade, mas isso não deve ter o consentimento das pessoas de bem, que devem sempre primar pela qualidade e utilidade das mensagens.

Já na pandemia, que assombra o mundo inteiro, o compartilhar entrou com toda a força e de forma bastante positiva. Em um momento em que as pessoas perceberam que estavam faltando alimentos nas mesas de muitas famílias, pelo arrocho econômico imposto pela mesma, deram um jeito de se engajar em grupos solidários, experimentando o compartilhar, mesmo que motivado pela dor ou medo.

E essa prática tem sido cada vez mais frequente. A cada dia mais pessoas procuram formas de compartilhar com o próximo, exercitando a empatia, o instinto cristão que naturalmente tem dentro de cada um. Uma pena que na própria pandemia, existam pessoas com comportamentos inadequados para o momento, que tem ofuscado o brilho do tão conceituado verbo, compartilhar.

Médicos que estão se doando a fim de salvar vidas, vivendo em um ambiente de dor e de tristeza, implorando para que tenhamos atitudes dignas frente a essa doença tão difícil de ser combatida e muitas vezes o que se vê, é um descompromisso com a vida, de si próprio e de entes queridos.

As pessoas se aglomeram em festas ou encontros similares, e depois compartilham o vírus em casa com aqueles que estão se cuidando e valorizando a vida. Somos imagem e semelhança do criador, portanto nada mais justo e digno do que compartilharmos a vida sempre.

Carlos Valente – Passos/MG