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Como escolher o tablet certo

12 de novembro de 2020

Considerados meio do caminho entre smartphone e notebook, os tablets hoje são uma categoria pequena no mercado. / Foto: Divulgação

Neste mês de novembro, as lojas e os consumidores já começam a se preparar para a Black Friday, oficialmente marcada para o dia 27. Os eletrônicos estão entre as categorias de produtos mais desejadas e visadas do mercado, mas as intenções de compra vão além dos smartphones; outros produtos, como os tablets, costumam ser muito procurados nesta época.

O que você também vai ler neste artigo:

  • Dimensões
  • Tablet ou e-reader?
  • iOS ou Android?
  • USB-C: bateria e gadgets garantidos

Maiores do que um celular (ou quase iguais, nos últimos anos) e menores do que um notebook, os tablets atraem tanto quem deseja assistir a vídeos e navegar nas redes sociais, quanto quem deseja trabalhar e estudar. “Ele tem a portabilidade de um smartphone e a possibilidade de trabalhar com textos, planilhas e arquivos mais complexos, como um laptop”, diz o professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Eduardo Pellanda.

Preço baixo não significa bom negócio. Se nos smartphones é possível achar bons produtos em diferentes faixas de preço, no universo dos tablets isso é um pouco mais difícil. Parte do motivo se deve ao fato de que o mercado está em declínio de vendas há vários anos e, na prática, duas grandes empresas o dominam: Samsung, pelo lado do sistema operacional Android, e Apple, com o iPad OS.

Há outras marcas? Sim. Diversas fabricantes utilizam o sistema Android para criar aparelhos mais simples, na casa das centenas de reais. No entanto, a experiência recente com a vasta maioria desses dispositivos, seja pela capacidade de processamento, pelo design ou até mesmo pela durabilidade, mostra que pagar pouco nem sempre trará um melhor resultado. Logo, é bom refletir sobre a necessidade de comprar um tablet – e para qual finalidade ele vai servir, pois dependendo disso, talvez o investimento não valha tanto a pena.

Dimensões

Qual é o tamanho de tela mais indicado? Depende da prioridade do consumidor. As telas menores são mais indicadas para quem deseja comprar um tablet para assistir a vídeos e navegar nas redes sociais, porque elas deixam o dispositivo mais leve para segurar na mão.

Já as telas intermediárias e maiores são boas opções de escolha para quem quiser substituir o notebook e usar o tablet para trabalhar ou estudar. Nesse caso, uma boa solução é adotar o uso de capinhas protetoras que tenham um teclado embutido, aliando praticidade e segurança ao dispositivo. Ou ainda só comprar um teclado separado, como pode acontecer no iPad.


Tablet ou e-reader?

Quem quiser comprar um tablet com a intenção de ler livros e textos pode optar pelo e-reader, que é próprio para leitura. A tela luminosa dos tablets (e dos smartphones) emite uma luz que pode cansar a vista e agredir os olhos, ao contrário do leitor digital, que imita a experiência do papel físico.

A tela do e-reader possui partículas físicas que se deslocam para cima ou para baixo com pigmentos pretos ou cinzas, então é uma tela que tem um dispositivo físico de partícula”, explica Pellanda. Entre os modelos mais conhecidos, estão o Kindle, da Amazon, o Kobo e o Lev.

Os tablets com menor capacidade de armazenamento são mais baratos, mas podem atrapalhar a usabilidade de quem deseja baixar muitos aplicativos e vídeos para assistir offline. Por outro lado, um tablet que tenha uma capacidade de armazenamento maior pode sair um pouco mais caro, mas terá mais memória para guardar fotos, vídeos e arquivos. Mais uma vez, a compra ideal dependerá da prioridade do consumidor.


iOS ou Android?

Se o preço for um fator determinante na escolha do tablet, o consumidor terá mais chances de optar por um dispositivo que leve o sistema operacional móvel do Google. No site da Samsung, por exemplo, o valor dos aparelhos começa em R$ 1.000. Já a Apple tem aparelhos que começam em R$ 4.000 e avançam até cinco dígitos. Há ainda um grupo de modelos mais simples em Android, com valores na casa das centenas de reais, mas cuja experiência, como já observado, não é tão satisfatória.

Por outro lado, é possível encontrar mais aplicativos disponíveis e/ou desenvolvidos especificamente para os iPads. “Há muitos aplicativos que foram desenhados para os smartphones Android, mas não para os seus respectivos tablets”, explica Pellanda. “É o contrário do que acontece quase sempre no iPad, quando os aplicativos são feitos exclusivamente para o seu tamanho e processador”.

Pesa nessa questão o fato de que o iPad têm, há dois anos, seu próprio sistema operacional, o iPad OS. Foi uma criação da Apple para justamente dar mais destaque ao tablet, com aplicativos que se aproximassem da complexidade de programas criados para computadores.

Câmera do tablet: vale a pena? Depende. Embora as câmeras traseiras dos tablets não sejam tão utilizadas quanto as dos smartphones, a qualidade das câmeras frontais podem pesar na decisão de compra. Quem utilizar o dispositivo para trabalhar ou estudar, por exemplo, pode precisar utilizar a “selfie” para participar de videoconferências, como reuniões e aulas online. Para Pellanda, tanto os iPads quanto os tablets da Samsung possuem boas câmeras e com qualidade similar às dos smartphones.


USB-C: bateria e gadgets garantidos

Na hora de comprar um tablet, vale a pena verificar a entrada da bateria. Os novos modelos estão vindo com o conector USB-C que, segundo Pellanda, carregam mais rápido. “Mesmo se o tablet tiver uma capacidade de bateria menor, a entrada USB-C permite carregá-lo e utilizá-lo de novo mais rapidamente”, diz.

O conector também permite o encaixe de demais acessórios, como um leitor SD, um HD externo ou um pendrive, no tablet. Apesar do avanço do armazenamento na nuvem, a possibilidade de conectar esses acessórios no tablet – que também possuem versões com a entrada USB-C – é sempre bem-vinda. Assim como nos seus smartphones, a Apple retirou a entrada de fone de ouvido convencional dos seus tablets. A Samsung optou pelo mesmo caminho. Os seus lançamentos mais recentes não possuem a entrada para fone de ouvido.

A provável tendência é “forçar” o usuário a utilizar os fones sem fio – no caso da Apple, os AirPods, lançados em 2016 e que estão atualmente em sua 2ª geração; e no caso da Samsung, os Galaxy Buds, lançados em 2019. Mas os dispositivos aceitam a conexão de fones bluetooth de outras fabricantes.