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Comércio espera melhora com mudança de fase no Minas Consciente

Por Mayara de Carvalho / Redação

8 de fevereiro de 2021

Foto: Helder Almeida

PASSOS – Dez dias após a volta do funcionamento do comércio e de serviços não essenciais em Passos, comerciantes apostam na volta à onda amarela do programa Minas Consciente e no pagamento de salários para que as vendas melhorem no município. Segundo eles, desde o início da pandemia, medidas de restrições para evitar a transmissão do novo coronavírus têm impactado o movimento de consumidores. Em Passos, decreto da prefeitura determina a volta à onda amarela a partir deste sábado.


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Não estamos vendo quase ninguém na rua, é muita gente com medo do vírus”, disse Fabrício Santana, gerente de uma loja de sapatos. Segundo ele a loja tem vendido apenas 30% do total que costumava vender antes da pandemia chegar.

Vemos muitas pessoas receosas. Contudo, o lugar mais difícil para pegar um vírus seria aqui. Temos o álcool em gel, o cliente entra e passa o produto, assim como na saída da loja. Aqui são 500 metros quadrados e recebemos 10 pessoas por vez. Estamos seguindo tudo que é pedido para a contenção da disseminação do vírus e esperamos conseguir ter um fluxo melhor de vendas logo, logo”, contou o gerente.

Santana revelou que um dos principais desafios no que se refere às vendas é a espera do cliente na porta da loja sem entrar.

Estávamos até oferecendo água mineral na porta para nosso consumidor, estamos tentando. Temos limite de clientes e temos que respeitar. Se todos os lojistas e a população se conscientizarem, tudo vai voltar ao normal”, contou.

A loja, que todos os anos costuma fazer um saldão, não fará neste ano.“Em nosso saldão de fevereiro, costumamos vender quatro mil pares de sapato, mas, para não aglomerar e, por termos responsabilidade com nossos clientes e colaboradores, estamos tentando alternativas, como uma promoção por semana”, disse Santana.

Jussara Garcia Machado, que trabalha em marketing para uma loja de lingerie de Passos, afirma que as restrições para evitar o contágio refletem no comportamento dos consumidores.

O pior é o cliente que não quer ficar na fila. As pessoas estão com pressa. Isso faz com que a gente perca até cinco vendas por dia. Mas normas são normas. O movimento ocorre o dia todo”, disse.

Segundo ela, a empresa não vai deixar de seguir os protocolos de segurança.

Sabemos que tem lojas que não seguem o que o decreto pede. Os clientes nos contam que saem e entram de determinadas empresas quantas vezes quiserem, no entanto, se não cumprirmos o que tem sido pedido, nunca vamos passar para a próxima onda. Queremos que tudo fique melhor”, disse a profissional.

Crislaine Soares, atendente de caixa em uma loja de eletrodomésticos, afirma que a expectativa é o pagamento de salários no início do mês melhore as vendas.

As compras caíram. Acho que as pessoas estão com medo. Não tem mais o auxílio emergencial e, além disso, tem muitas pessoas desempregadas. A gente conta com o movimento do começo de mês. No decreto estávamos só recebendo pagamento de boletos e carnês. Vamos torcer para melhorar”, disse.

Para a vendedora Patrícia Luana souza carneiro, que trabalha em uma loja de moda feminina, o fluxo de clientes está bom, mas as vendas estão devagar.

Acredito que o pessoal está sem dinheiro e sem lugares para ir por conta da covid-19. O cliente vai comprar roupa para ir onde?”, afirma. Segundo ela, uma alternativa às restrições tem sido as vendas virtuais e a entrega de produtos. “Redes sociais e a entrega do produto tem ajudado. Dessa forma, não dependemos das pessoas virem até nossa empresa. O relacionamento com o cliente ajuda muito, principalmente agora. Vamos torcer para melhorar”, disse.