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Com superlotação, Santa Casa de Piumhi limita atendimentos no pronto socorro

4 de junho de 2021

em pronunciamento, profissionais da santa casa alertaram a para situação de colapso no hospital que se encontra com falta de leitos e baixo estoque de medicamentos :/ Divulgação

PIUMHI – A Santa Casa de Piumhi limitou o atendimento no pronto socorro a casos de urgência e emergência. De acordo com nota divulgada pelo hospital, a medida foi adotada em função de superlotação nos leitos destinados a pacientes com covid, falta de vagas para transferência, escassez de mão de obra e falta de insumos e medicamentos. Na manhã de ontem, o pronto socorro do hospital “fechou” as portas para casos de menor complexidade, que serão direcionados para a rede de atenção básica, como as unidades do Programa Saúde da Família.

Em pronunciamento feito na manhã de ontem, profissionais da Santa Casa alertaram para a situação de colapso no hospital, com falta de leitos, baixo estoque de medicamentos, dificuldade para compra de insumos e medicamentos e falta de mão de obra e esgotamento das equipes médicas e de enfermagem. De acordo com os profissionais, o perfil dos pacientes de covid mudou e há casos de crianças, jovens, gestantes e casos de óbitos de pessoas na faixa etária de 30 anos, por exemplo.

De acordo com a diretora executiva, Amanda Costa, seis pacientes com covid-19 estavam no Pronto Socorro aguardando vaga para internação. Segundo boletim do hospital, os 23 leitos clínicos para adultos estão ocupados e cinco dos seis de suporte ventilatório também estavam com pacientes.

Para o prefeito de Piumhi, o médico Paulo Vaz, a cidade passa pela terceira onda da pandemia, com aumento no número de casos.

“O maior número registrado foi 54 em um dia e isso porque a prefeitura tem feito busca ativa e testagem. Com isso, está aumentando o número de internações. Estamos com 33% da população vacinada e toda equipe trabalhando no limite. A Santa Casa também tem atuado. Foi necessário o fechamento do atendimento do Pronto Socorro da Santa Casa”, disse o prefeito.

“Temos um contrato do município com o Pronto Socorro da Santa Casa que é para alguns atendimentos. Atualmente, estamos com o reajuste do valor em R$340 mil, com aumento de R$60 mil em cinco meses de mandato. Geralmente pagamos antecipadamente. Há emendas impositivas que a Câmara autorizou R$265 mil e há outro contrato entre a SES e a Santa Casa. Por ser estratégica por ter outros municípios no entorno são atendidos em Piumhi, por meio da gestão compartilhada, em que o Estado tem responsabilidade e desde 2014 há uma pactuação para o fornecimento de alguns serviços. O valor é de R$200 mil e continua após 8 anos. O preço de insumos e mão de obra só aumenta, além de uma dívida em torno de R$4 milhões do Estado para com a Santa Casa”, informou.

“Coloquei emenda para que possamos fazer uma subvenção de R$50 mil para a Santa Casa de Piumhi e também R$50 mil para a Santa Casa de Passos. O Pronto Socorro fechou as portas para os casos mais simples e continuará atendendo os casos mais graves”, informou.