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Com 12,7 milhões de toneladas, MG atinge recorde no comércio exterior

15 de janeiro de 2021

Foto: Divulgação

BELO HORIZONTE – Em um ano marcado pela pandemia e sua decorrente crise econômica que afetou diversos setores, o agronegócio mostrou força e importância para Minas Gerais, registrando o maior volume exportado da história do estado (12,7 milhões) e a segunda maior receita, US$8,7 bilhões. Esse valor representa 33,2% das vendas externas de Minas em 2020, e cerca de U$1 bilhão a menos que o resultado de 2011, quando o superavit foi de US$9,71 bilhões.

Em comparação com o ano de 2019, quando o volume foi de 10,3 milhões de toneladas e a receita de US$7,84 bilhões, houve aumento de 23,2% e 10,4%, respectivamente. O estado exportou seus produtos para 172 países, sendo os principais compradores a China (US$2,27 bilhões); Estados Unidos (US$896 milhões); Alemanha (US$881 milhões); Itália (US$403 milhões); e Japão (US$3,8 milhões).

“A alta do dólar e a grande oferta em volume das commodities pelo estado influenciaram nessa boa performance. Vários produtos mineiros contribuíram para esse bom resultado, como o café, a soja e as carnes”, destacou Manoela Teixeira de Oliveira, assessora técnica da Superintendência de Inovação e Economia Agropecuária (Siea) da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

De acordo com o superintendente de Economia e Inovação Agropecuária da Seapa, Carlos Eduardo Bovo, os números positivos em um ano turbulento mostram a eficiência do estado, que conseguiu abastecer sua população e, ainda, os mercados externos.

Aproveitamos a oportunidade que surgiu com as restrições no mundo todo, principalmente nos países europeus, que tiveram uma dificuldade maior na produção. O agronegócio de Minas acabou ocupando o espaço nesses mercados e, também, assumiu a demanda de alguns países do Oriente Médio e da África, que eram abastecidos pela Europa”, detalhou.

O superintendente destaca, ainda, que os bons resultados também são consequência do investimento a longo prazo na pesquisa agropecuária, na assistência técnica ao produtor rural e na defesa agropecuária.

Por isso, a perspectiva para 2021 é continuar registrando aumentos de produção e produtividade, com melhoria na qualidade, e a inserção de tecnologias no campo. Como resultado, esperamos reforçar as vendas para esses novos mercados que estamos conquistando, além de ampliar e diversificar a nossa pauta e destinos de exportação”, complementou Bovo.