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COI admite cancelar Olimpíadas

22 de Maio de 2020

Thomas Bach refutou chances de novo adiamento da Olimpíada e priorizou controle da pandemia da Covid-19. / Foto: Divulgação

OLIMPÍADAS – Depois do adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio de 2020 para 2021, o Comitê Olímpico Internacional (COI) já admite a possibilidade de cancelamento em definitivo da próxima Olimpíada. Em entrevista à rede britânica BBC, ontem, o presidente do órgão, Thomas Bach descartou um novo adiamento e priorizou o controle da pandemia ao redor do globo. Atualmente, a 32ª Olimpíada de Verão está programada para acontecer entre 23 de julho e 8 de agosto de 2021, um ano após o inicialmente planejado.

Francamente, entendo isso porque você não pode empregar para sempre 3.000 ou 5.000 pessoas em um comitê organizador. Você não pode mudar todos os anos todo o calendário esportivo mundial de todas as principais federações. Você não pode ter os atletas em incerteza. Você não pode ter tanta sobreposição com os futuros Jogos Olímpicos, por isso entendo essa abordagem de nossos parceiros japoneses”, afirmou Bach, priorizando a realização regular dos jogos.

Bach ainda previu que outras medidas podem ser tomadas para reforçar a segurança sanitária dos Jogos Olímpicos.

Olhando os cenários que isso pode exigir para a organização, no que diz respeito às medidas de saúde, elas talvez precisem de quarentena para os atletas, para parte dos atletas, para outros participantes”, afirmou o alemão, que concluiu:

Quando tivermos uma visão clara de como será o mundo em 23 de julho de 2021, tomaremos as decisões apropriadas. Não existe um plano para isso, por isso precisamos reinventar a roda dia após dia”.

Sobre a possibilidade de uma Olimpíada com portões fechados, Thomas Bach reafirmou a necessidade de se observar a evolução das medidas de segurança.

Não é isso que queremos, porque o espírito olímpico é sobre unir fãs. Isso que torna os Jogos únicos. Há pessoas no Japão que acreditam que os Jogos precisam ser realizados com portas fechadas. No nosso ponto de vista, temos mais de um ano até os Jogos. É muito cedo para ter essa discussão”.