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Cidassp já recolheu cerca de 80 toneladas de pneus

Por Laura Abreu / Especial

7 de julho de 2020

Foto: Divulgação

S.S.PARAÍSO- Desde que o Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento Ambiental Sustentável (Cidassp) assumiu o Ecoponto de São Sebastião do Paraíso, já foram recolhidas em torno de 80 toneladas de pneus inservíveis de Cássia, Capetinga, Fortaleza de Minas, Itamogi, Jacuí, Pratápolis e São Sebastião do Paraíso, que são os municípios consorciados. O principal objetivo do Cidassp é dar a destinação correta a resíduos sólidos como pneus, colchões, óleo de cozinha usado, lâmpadas e rejeitos.

Segundo Thais Ferreira Julio, superintendente do consórcio e engenheira ambiental, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos prevê que o município não é obrigado a manter um ecoponto, mas que Paraíso, por meio da Secretaria de Saúde, mantinha o local com um custo mensal de R$ 5 mil. A partir da atribuição da responsabilidade para o consórcio, no fim de maio, o município não tem mais este custo, uma vez que foi feito um convênio com uma empresa, que realiza o pagamento.

A responsabilidade é do consórcio porque a gente tem o convênio com essa empresa. O ecoponto é um plano de trabalho do consórcio, é um local para a destinação de pneus. É feito um trabalho de divulgação, conscientização, logística, periodicidade, para que os municípios consigam destinar de forma correta esses pneus e que não fiquem espalhados. A gente firmou um convênio com uma empresa, que arca com os custos do ecoponto aqui de Paraíso, e o consórcio trabalha com os pneus dos municípios. A gente oferece divulgação com folders e moto som, essas coisas todas”, pontuou a superintendente.

Os pneus são recolhidos dos grandes geradores por uma empresa e, posteriormente, triturados e transformados em chips, grama sintética, matéria-prima para a indústria calçadista, entre outros. Devido à demanda inicial, o ecoponto, localizado na rua Angelo Montovani, número 350, funciona às sextas-feiras, das 8h às 12h. Os pequenos geradores que quiserem levar pneus para o local devem fazer o agendamento pelo telefone (35) 3531-6665 ou (35)3558-8425.

De acordo com o engenheiro ambiental e encarregado pela usina de Triagem e Compostagem de Resíduos Sólidos de Pratápolis, Vinícius Augusto Ribeiro Borges, a destinação correta dos pneus é de extrema importância, pois evita o acúmulo e a proliferação de vetores, como Aedes aegyti (mosquito transmissor da dengue e de outras doenças). Também segundo ele, o pneu não é lixo e demora 600 anos para se decompor. Não é recomendável, ainda, a queima do material, uma vez que a prática libera substâncias nocivas para a qualidade do ar e para a saúde da população.

Quando se queima um pneu a céu aberto, vários gases tóxicos são liberados e tantos outros nascem das chamas, como: monóxido de carbono, ácido benzeno, óxido de enxofre, óxidos de metais pesados, furanos e várias dioxinas. Especialmente as dioxinas e furanos são substâncias perigosíssimas, porque elas são teratógenas (causam má formação fetal), mutagênicas (causam mutações genéticas) e carcinogênicas (causam vários tipos de câncer no corpo) pode ser fatal para as pessoas que involuntariamente inalaram este ar pesado da fumaça preta”, explicou o engenheiro.

São Tomás de Aquino e Monte Santo de Minas também fazem parte do CIDASSP. Para que uma nova cidade integre o consórcio, é necessário que tenha uma lei autorizativa e o Poder Legislativo dos municípios já consorciados aprovem a inclusão, além de as autoridades de saúde permitirem.